O vereador reeleito Jamessom (PL) fala em “prostituição política” na Câmara Municipal, diz que vereadores estariam “vestidos em pele de ovelha” em troca da presidência da Casa e garante que a nova oposição de legisladores apoiados pelo atual prefeito Elinaldo Araújo (União) não abrirá mão do comando da Casa Legislativa.
“O clima está menos tenso por conta dos interesses da Câmara, está todo mundo vestido em pele de ovelha, essa é a verdade, está todo mundo manso agora porque existe o interesse na eleição da Câmara, aí todo mundo agora é amigo”, ironiza o político em pronunciamento nesta quinta-feira (28).
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Atualmente, os vereadores eleitos em oposição a Caetano formam a maioria na Casa, com 14 cadeiras. Ainda assim, os bastidores da política apontam que a disputa pela presidência não está definida, em função da possibilidade da mudança de posição política de vereadores. Até então, não há nenhum nome favorito para ocupar a cadeira de presidente da Câmara.
Do próximo governo, colocaram os nomes à disposição Dentinho do Sindicato (PT), Dilson Magalhães Jr. (PP) e Tagner Cerqueira (PT), enquanto cinco vereadores da nova oposição pleiteiam o cargo: Elias Natan (PSDB), Dudu do Povo (União), Ivandel Pires (União), Niltinho (PRD) e Dr. Samuka (PRD). Para que os vereadores aliados a Caetano elejam o próximo presidente da casa, basta que três vereadores mudem de lado.
Sem citar nomes, Jamessom acusa os políticos que passaram a apoiar o prefeito eleito Luiz Caetano de “prostituição política” e recicla discurso de que os políticos “usaram calcinha vermelha” e teriam sido humilhados. “Todos eles subiram a colina de calcinha vermelha, foram humilhados, e a cidade inteira só fala disso, dessa humilhação: se submeter a outro homem por conta de poder”, reitera.
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“É dinheiro na mão, calcinha no chão”, disse o vereador na primeira sessão da Câmara após a vitória de Caetano, em 31 de outubro, quando levou uma peça de roupa íntima feminina vermelha à tribuna da Casa. Na ocasião, Jamessom chamou os opositores de covardes e disse que em seu grupo político “ninguém vestia calcinha”, afirmando também que seria uma “pedra no sapato” da nova gestão.
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