Integrante do Slam das Mulé, Lara Nunes participa de torneio nacional de poesias em SP

Com 19 anos, a baiana, cantora, compositora, poetisa e slammer, Lara Nunes é um nome conhecido nos segmentos culturais do estado e também a nível nacional. A artista participará no dia 24 de março do Torneio Nacional Singulares de Poesia, no Sesc Ipiranga, em São Paulo.

No torneio, os jurados das batalhas são escolhidos na hora e podem dar nota de 0 a 10. Em cada etapa da batalha, eliminatória, semi final e final, os participantes têm que recitar três poesias. Além do Slam das Mulé participam Slam das Manas de Minas Gerais, Slam Dandaras do Nordete do Pará e Slam das Minas do Rio de Janeiro.

Faço poesia porque poesia é libertação.

Lara Nunes, 19 anos, mora em Camaçari e participa pela segunda vez de um campeonato nacional. Foto: Arquivo pessoal

No final do ano passado Lara participou do seu primeiro campeonato nacional, também em São Paulo, o Slam BR. Agora ela retorna com suas letras que abordam questões sociais, que vão do racismo à luta feminista.

“Tudo que me desperta emoção – negativa ou positiva – pode ser um início pra escrever, seja música ou poesia. Acredito que ser artista é uma responsabilidade social muito grande, e que precisamos usar esse espaço pra colocar o dedo na ferida, falar de questões importantes. Falo muito de racismo, de assédio, de luta de classes, porque as pessoas precisam voltar seu olhares sobre isso. Mas também escrevo muito sobre amor”, conta.

O envolvimento com movimento feminista, a descoberta da identidade, o entendimento das desigualdades sociais em geral trouxeram para Lara uma nova inspiração, além das amizades e amores que se cruzam pelo caminho.

A poetisa aborda nas suas letras as lutas feminina, de classe e do povo negro. Foto: Arquivo pessoal

“Atualmente, além de slammer eu também faço parte da equipe de organização do Slam das Mulé, algo que me orgulho muito de ajudar a construir porque estamos ali pra mudar realidades, salvar vidas, inspirar e fortalecer outras mulheres, mostrar que elas também podem. É entrar em contato com seu íntimo e se conectar com infinitos mundos, infinitas pessoas. No caso da poesia de rua, é saber que sua arte pode realmente funcionar como um resgate e um exemplo”, comenta.

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