Após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro da Fazenda Fernando Haddad anunciou o corte de R$ 25,9 bilhões, que será aplicado em 2025, nas despesas dos programas sociais, a partir de um pente-fino já realizado pelos ministérios nos últimos 90 dias.
“A primeira coisa que o presidente determinou é: cumpra-se o arcabouço fiscal. Não há discussão a esse respeito”, disse o ministro na quarta-feira (3), em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto.
De acordo com o ministro, a Receita Federal está finalizando um relatório, que deve ser apresentado no dia 22 de julho e pode significar um contingenciamento e bloqueio de recursos em 2024 para “zerar a conta” e garantir que a meta fiscal seja cumprida. “Teremos a ordem de grandeza nos próximos dias”, explicou Haddad.
“Isso tudo foi feito com as equipes dos ministérios. Não é um número arbitrário. Foi levantado na linha daquilo que não se coaduna com o espírito dos programas sociais que foram criados. Não tem chute, tem base técnica, a partir de cadastros, leis aprovadas. Foi feito um batimento e chegamos a esse número”, pontuou o ministro.
Além de Haddad e do presidente Lula, participaram da reunião no Palácio do Planalto o ministro da Casa Civil, Rui Costa; as ministras de Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, e de Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck; além do secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan; e do secretário especial de Análise Governamental da Casa Civil, Bruno Moretti.



