Tradição marcou as ruas de Vila de Abrantes neste sábado (24), com a Lavagem na localidade. Como de costume, quem guiou o cortejo foram as baianas, abençoando o local desde a Avenida Tiradentes até a Igreja Matriz do Divino Espírito Santo, em homenagem ao padroeiro São Sebastião, seguidas pelos grupos culturais tradicionais da localidade.
Berço da história de Camaçari, Vila de Abrantes recebeu cultura, música e alegria. De acordo com o prefeito Luiz Caetano (PT), “essa foi a melhor Lavagem dos últimos anos. Uma manifestação que une religiosidade, cultura e pertencimento. Preservar essa tradição é respeitar a história e fortalecer os laços comunitários que fazem de Camaçari uma cidade plural e viva”.

Para a titular da Secretaria da Cultura de Camaçari (Secult), Elci Freitas, a Lavagem desempenha um papel importante. “É um momento que fortalece a identidade da nossa cultura, da nossa comunidade. Valoriza as práticas culturais e atravessam gerações. A Lavagem simboliza um gesto coletivo de cuidado, de renovação”, explicou a secretária em entrevista ao Destaque1.
Com roupas brancas e em posse de um pote de cerâmica com flores e alfazema, a baiana Renata Quele, 32, comemorou participar mais uma vez da celebração, pelo significado religioso que traz. “Para mim é uma emoção estar fazendo isso todo ano. É algo que eu gosto, principalmente pela minha religião, que é de matriz africana. É simplesmente algo que traz paz”, ressaltou a camaçariense.
Natural de Nova Soure, mas filha adotiva de Camaçari há mais de 17 anos, Hilda Pereira contribuiu com a passagem do legado do Mestre Sardinha com o grupo Boi Bonito de Abrantes, hoje liderado pelo filho Mestre Wellington. “A minha sensação é de alegria. Hoje a gente quer comemoração, alegria, paz”, afirmou a sambista, que leva com samba no pé os 54 anos de tradição, para “não deixar o Boi morrer”.
Entre idosos, adultos e crianças, a juventude também se inclui na celebração. Esse é o caso de Bárbara Souza, 22, que já participou da Lavagem de Arembepe, mas, pela primeira vez, esteve na festa de Vila de Abrantes e concluiu que esse tipo de festa consolida a cultura local.
“A gente, em Camaçari, às vezes se sente meio à margem, ou que consome muito a cultura de Salvador, se sente vizinho de algum lugar. Mas a gente tem nossa própria cultura, e eu acho importante a gente celebrar a nossa cultura”, celebrou a estudante de Pedagogia.
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