O Goethe-Institut Salvador-Bahia sediará o “Estúdio aberto: Arquiteturas da Revolta”, uma exposição que mergulha nas intersecções entre história, arquitetura e resistência. A proposta é uma colaboração entre o Programa de Residência Vila Sul do Goethe-Institut e o grupo de estudos Corpo, Discurso, Território e Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia (Ufba).
A abertura da mostra acontecerá na sexta-feira (17), às 18h, na Galeria Menor do Goethe-Institut Salvador-Bahia. O projeto é uma iniciativa curatorial de Huda Tayob e Gabriela Gaia. Com entrada gratuita, a exposição estará aberta para visitação até o dia 23 de maio, de segunda a sábado, das 9h às 18h.
A exposição é um trabalho em processo que traz a Revolta dos Malês, de 1835, como um ponto de partida para explorar possíveis arquiteturas em meio às crises sociais e ecológicas, não é apenas uma exibição estática, mas também um espaço de criação e reflexão. Um “estúdio aberto” foi montado como resultado de um workshop de dois dias, no qual o desenho se tornou uma prática de memória, reconstrução, registro e conexão entre lugares e narrativas.
Para a arquiteta sul-africana Huda Tayob, que é residente do programa internacional de residência artística Vila Sul do Goethe-Institut Salvador, através de uma bolsa oferecida pela fundação KfW Stiftung de Frankfurt, essa exposição e o intercâmbio cultural em Salvador é uma oportunidade de expandir suas investigações sobre arquiteturas minoritárias, migrantes e subalternas.
A outra curadora da exposição é a arquiteta, pesquisadora e professora da Faculdade de Arquitetura da Ufba Gabriela Gaia, que traz sua expertise no debate das racialidades e de gênero. Com investigações sobre narrativas, histórias e memórias produzidas sobre a cidade, urbanismo e arquitetura. Participaram também da elaboração da proposta os estudantes da pós-graduação Wiliam Soares Freitas e Marina Brandão Novaes.
Além da exposição, Huda Tayob e Gabriela Gaia participarão do ciclo de conversas “Ecologias em tempos de vertigem”, no mesmo dia da abertura da exposição, 17 de maio, às 15h, no KreativLab do Goethe-Institut Salvador-Bahia. O ciclo discutirá posturas ecopolíticas, experiências de natureza no campo das artes e processos artísticos que consideram a terra como metáfora e matéria.
Leonel Henckes, diretor do Programa Vila Sul, comenta que “o foco da Vila Sul é o intercâmbio cultural através dos temas do Sul. Uma ação como a proposta por Huda Tayob, que é da África do Sul, em diálogo com a professora Gabriela Gaia e alunos da Faculdade de Arquitetura da Ufba a partir de um marco histórico como a Revolta dos Malês, tendo a arquitetura como base, é de grande relevância.”
O projeto conta com a participação de Janaina Selva; Renata da Silva Cardoso; Natalia Gabriel; Gabriella Suzart; Eric Estevão; Laila Souza; Cibele Bonfim; Zara Rodrigues; Caroline Silva Souza; Áurea Moura Gumes; William Soares Freitas; Cecília Andrade; Roberta Lia, e Lauren Lima.



