O cinema brasileiro está em festa e ganha destaque internacional com a participação de “À Margem do Rio”, de Matheus Farias e Enock Carvalho, no 79º Festival de Cinema de Locarno, na Suíça. Um dos mais importantes eventos dedicados ao cinema independente e de arte no mundo, o festival recebe o longa como único representante brasileiro na disputa pelo prêmio máximo, o Leopardo de Ouro, que será anunciado neste sábado (15), data em que se encerra o evento.
Coprodução entre Brasil e Alemanha, “À Margem do Rio” marca a estreia de Matheus Farias e Enock Carvalho na direção de longas-metragens, após uma trajetória construída com curtas-metragens que circularam e conquistaram espaço em festivais internacionais.
Ambientado no Recife, cidade marcada pela presença de rios e manguezais, o filme acompanha Izaquiel, interpretado pelo ator camaçariense Caique Copque, um homem que trabalha como auxiliar de serviços gerais e, durante a noite, se aventura pelo mangue em busca de encontros secretos.

A rotina do personagem muda quando ele conhece Jeremias, vivido pelo ator Ítalo Martins. Pescador de personalidade intrigante e magnética, Jeremias estabelece uma conexão com Izaquiel e passa a conduzi-lo por uma jornada que ganha novas dimensões à medida que uma ameaça externa chega ao território, levando violência ao lugar.
Além de Caique Copque e Ítalo Martins, o elenco reúne Robério Diógenes (O Agente Secreto), Carlos Francisco (O Agente Secreto), Isis Broken (Apolo), Renna Costa (Paloma) e Enio Cavalcante (Cangaço Novo).

A participação de Caique Copque coloca Camaçari no circuito de um dos mais prestigiados festivais de cinema do mundo. No longa, o ator interpreta um dos personagens centrais da narrativa, cuja relação com Izaquiel conduz parte importante da trama ambientada entre os rios e manguezais do Recife.
A presença de “À Margem do Rio” em Locarno também reforça a projeção internacional do cinema brasileiro contemporâneo, ao apresentar uma produção que combina elementos de drama, desejo, mistério e tensão social a partir da relação dos personagens com o território.
Assista trecho:
Para o cinema nacional, a participação no festival suíço representa ainda uma oportunidade de ampliar a circulação internacional de uma nova geração de realizadores brasileiros. Para Camaçari, a presença de Caique Copque no elenco representa a chegada de um artista da cidade a um dos principais palcos do cinema independente mundial.
Sobre Caique Copque
Natural de Camaçari, Caique Copque é um artista interdisciplinar baiano, ator, pesquisador, escritor e filho do historiador, professor e escritor Diego Copque. Ele iniciou sua trajetória artística na Cidade do Saber e é formado em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), desde 2018. Sua trajetória artística se desenvolve principalmente entre o teatro, o cinema e a literatura, articulando a presença cênica, a pesquisa e a escrita como campos de investigação.
No teatro, participou de diversos espetáculos entre dramas, comédias e musicais, como ‘Rebola!’ de Thiago Romero e Casmurro de Jessica Menezes. No audiovisual, protagonizou os longas-metragens ‘Mapas’ e ‘À Margem do Rio’. Em Mapas, recebeu o Prêmio Calunga de Melhor Ator e o Prêmio Especial do Público no Cine-PE 2026. Já À Margem do Rio teve sua estreia mundial na Competição Internacional do Festival de Locarno 2026, marcando sua participação em um dos principais festivais de cinema do mundo. Também atuou em curtas-metragens como ‘Marinheiro Só’, produção que percorreu festivais e lhe rendeu uma indicação ao prêmio de Melhor Ator no Clapboard Golden Festival.
Como escritor, publicou em 2025 o livro ‘O apreço profuso da chuva’, pela Editora Lili’zum, ampliando sua atuação para além da cena e do audiovisual.



