Festival de Arembepe: fé e alegria marcam cortejo a São Francisco de Assis

Com em média 200 baianas, o tradicional cortejo em homenagem ao padroeiro da localidade, São Francisco de Assis, deu início ao Festival de Arembepe na manhã desta sexta-feira (29). As tradicionais baianas, colorem o desfile com muita fé e alegria. Márcia Natalina, 32 anos, é baiana de acarajé há 20 anos e participa do cortejo desde os 15 anos de idade. Para ela, é uma tradição estar no festival e homenagear o padroeiro. “Todo ano eu tô aqui, venho homenagear o meu padroeiro e participo de outros cortejos também, em outros locais, não abro mão do meu desfile com as baianas”, contou.

Márcia Natalina. Foto: Hyago Cerqueira

Pelo segundo ano no cortejo, Patrícia Pereira, 37 anos, considera o desfile das baianas como
uma forma de fomentar a cultura. “A gente tá aqui pra expandir a nossa cultura de baiana, a gente sente que não somos muito valorizadas no dia a dia, não queremos ser lembradas só em dia de festa, então aqui é uma forma de expandir e mostrar a importância das baianas de Camaçari”, relatou Patrícia.

Patrícia Pereira. Foto: Hyago Cerqueira

O pai de santo, Pai Cosme, do terreiro Ilê Axé Babaomi, em Camaçari, tem 28 anos que participa da lavagem de Arembepe e descreve o cortejo como uma forma de representar as religiões de matrizes africanas. “Eu vejo isso aqui como uma maneira de representar os terreiros de candomblé e todas as religiões de matrizes africanas, as pessoas não podem esquecer da cultura da religião local, e pra isso eu tô aqui todo ano”, explica.

Pai Cosme. Foto: Hyago Cerqueira

Aos 91 anos, Catarina de Souza, baiana há 50 anos, faz questão de participar do cortejo e afirma que a tradição é algo de família. “Eu venho desde criança e nunca parei, sou devota de São Francisco de Assis e quero continuar vindo enquanto puder”, ressalta a baiana.

Catarina de Souza. Foto: Hyago Cerqueira

A organização do desfile das baianas ficou por conta da representante do Conselho de Saúde de Arembepe, Rosângela Franco. Ela afirma que existe muito amor na preparação até chegar no momento do cortejo. “Elas estão aqui porque amam, então tudo fica melhor, desde cinco horas da manhã que todas estão animadas”, revela.

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