Durante entrevista ao podcast Destaque da Política, nesta quarta-feira (26), o pré-candidato a deputado federal Flávio Matos (PL) avaliou as últimas declarações do correligionário e vereador Manoel Filho, e lamentou o episódio em que o político fez declarações discriminatórias durante pronunciamentos gerais na Câmara Municipal. “Eu tive quatro anos de convivência com ele e eu nunca vi ele daquele jeito”, disse o político.
“Eu nunca vi Manoel daquele jeito. Ele está com alguns problemas de saúde, acabou de fazer uma cirurgia bariátrica, eu não sei os medicamentos que ele está tomando. É um cara muito tranquilo”, explicou.
Na sessão ordinária desta terça-feira (25), o vereador fez declarações polêmicas na Câmara Municipal, com referências negativas à gestão do aliado político e ex-prefeito Elinaldo Araújo (União). Na ocasião, Manoel Filho teceu críticas aos nomes escolhidos para titularidades de secretarias.
Questionado, Flávio disse que concorda com afirmações e reiterou que escolhas de cargos devem ser pautadas em capacidade técnica, e não em alinhamento político.
“Nós precisamos de mais técnicos, principalmente dinheiro público. Fazer com que o recurso não seja para beneficiar famílias ou projetos pessoais, como a gente vê por aí, que seja realmente para dar resultado à população, seja em qualquer pasta”, enfatizou Flávio Matos.
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O comentário do vereador foi incisivo ao elogiar o desempenho da vereadora Lúcia Bichara na Secretaria de Turismo (Setur), colocando à margem interpretações de críticas a Cristiane Bacelar. Na época, a gestão fez uma “dança das cadeiras” na titularidade da pasta, entre Bichara e Bacelar. Flávio Matos descordou do colega de legenda e foi em defesa da aliada.
“Eu discordo dele quando fala de Cristiane Bacelar, que para mim é um grande quadro. Dentista de formação, muito bem posicionada, tecnicamente inquestionável. Ela tem o meu respeito e admiração, e consegue atribuir as duas virtudes: tanto política quanto técnica, e isso é fundamental”, defendeu o ex-presidente da Câmara.
Na leitura de Matos, para assumir uma secretaria não precisa necessariamente ser especializado na área, mas saber gerir a pasta e os recursos públicos.
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