Três grupos foram selecionados para representar Salvador na final mundial do Nasa Space Apps Challenge. Entre eles está a equipe Space4blinds, que ficou em segundo lugar e tem a estudante Ana Lima Benta, do curso de eletrotécnica do Ifba Camaçari, como uma das integrantes.
O grupo criou um jogo que ensina sobre o espaço a partir da perspectiva da arquitetura e dos desafios da exploração. A proposta é ajudar as pessoas a entender os aspectos mais complexos da exploração do espaço, usando o formato de game como ferramenta educacional.
Os finalistas foram escolhidos por um júri especializado nesta terça-feira (5). Com 300 participantes (55% mulheres) e 40 projetos apresentados, a capital baiana foi a cidade com o maior número de propostas criadas em relação aos 45 municípios brasileiros participantes da competição, incluindo São Paulo e Rio de Janeiro. No mundo, o Hackathon da Nasa baiano ficou em sexto lugar.
Em primeiro lugar ficou a equipe Pindorama. Dentre os 26 desafios apresentados pela agência aeroespacial americana este ano, o grupo escolheu atuar na área de identificação de risco com ciência + comunidades e criou um aplicativo que capta informações sobre solo e umidade do ar para calcular os riscos de deslizamento de terra. O app Lapsus – ibiry é capaz de avisar a prefeitura e usuários sobre o perigo. Os integrantes são do interior de São Paulo. Como a competição foi 100% virtual, devido à pandemia, interessados de todo o Brasil puderam se inscrever na competição local.
A equipe Voyager2021, formada por alunos baianos de Administração de Empresas da Universidade Federal da Bahia (Ufba), ficou em terceiro lugar ao apresentar um projeto cujo desafio envolvia drones e satélites para o desenvolvimento urbano. A ideia do grupo foi desenvolver um aplicativo com autoridades e civis para ajudar com informações e atenuar os danos causados por deslizamentos de terra.
Além de competir na final mundial, todos os grupos vencedores ganharam um day use all inclusive em Costa do Sauípe. A organização local busca repetir o feito de 2019, quando a equipe Cafeína, formada por cinco estudantes, foi a primeira turma baiana a vencer o mundial do Nasa Space Apps Challenge. Eles apresentaram o projeto Ocean Rider, que realiza a coleta de microplásticos dos oceanos.




