As baixas temperaturas do inverno aumentam em 30% o risco de infarto, segundo dados do Instituto Nacional de Cardiologia, principalmente em pessoas que apresentam fatores de risco. Os índices de Acidente Vascular Cerebral (AVC) também se intensificam nesse período, podendo apresentar crescimento de até 20%. A dissecção da aorta também aumenta em até 5%, pois sua camada interna pode se romper ou sofrer descolamento.
De acordo com a Dra. Paola Smanio, isso ocorre porque as reações do organismo às baixas temperaturas levam à necessidade de algumas adaptações no sistema cardiovascular, que trabalha mais para manter seu equilíbrio. Os idosos e pessoas que já têm doenças cardiovasculares são os que estão em maior risco.
A vasoconstrição das artérias coronárias pode levar a uma menor oferta de fluxo sanguíneo para o músculo cardíaco e em situações em que haja maior demanda, como atividade física ou estresse, quando a oferta pode ser insuficiente, levando a sintomas de dor no peito ou falta de ar.
No caso da vasoconstrição, pode ocorrer aumento da pressão nas placas de gordura obstrutivas já existentes, promovendo a sua ruptura e, assim, angina, infarto do miocárdio e até mesmo morte súbita. O mesmo pode ocorrer nas artérias cerebrais e ocasionar o AVC”, informa a Dra. Paola.
Ainda conforme a médica, outro fator que demanda atenção em relação às doenças cardiovasculares e o frio é a ocorrência mais frequente das infecções respiratórias, que também podem aumentar o risco de acometimento cardiovascular.
“A dor pode ser em aperto, opressão, queimação e ter uma difícil caracterização. Em subgrupos como diabéticos e idosos, o infarto pode evoluir de forma silenciosa. O fato é que qualquer sintoma deve ser investigado”, explica a cardiologista.




