Endometriose afeta cerca de 10% das brasileiras, afirma entidade de ginecologia

Especialista em saúde metabólica e longevidade defende visão ampla no tratamento da doença.

Dolorosa e silenciosa, a endometriose é, de acordo com a Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia (SBEG), a principal causa de dor pélvica e infertilidade feminina. Segundo estimativas da entidade, a doença, caracterizada pela presença do endométrio fora da cavidade uterina, acomete cerca de 10% das mulheres brasileiras. Destas, 57% sofrem com dores crônicas, e mais de 30% podem se tornar inférteis. Embora seja um problema relativamente comum e bastante conhecido pelos médicos ginecologistas, estudos revelam que o diagnóstico da doença demora entre sete e nove anos, trazendo prejuízos à saúde e qualidade de vida das mulheres afetadas por essa patologia.

Ginecologista especializado em saúde metabólica e longevidade, Dr. Jorge Valente explica que, em geral, a demora no diagnóstico ocorre muitas vezes em função da não valorização da queixa da paciente por parte dos profissionais, normalização da dor, com indicação do uso de anticoncepcionais como “solução” para sanar as dores, e por último, e não menos importante, a demora da paciente na busca por ajuda. “Por se tratar de uma doença que afeta a qualidade de vida das mulheres, que sofrem com as dores crônicas e com a sua capacidade de gestar, nós, médicos, devemos tratar essas pacientes com uma visão mais ampla, não se limitando a tratar apenas a endometriose e seus sintomas”, destaca o Dr. Jorge Valente.

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Com o objetivo de proporcionar aos médicos um maior conhecimento sobre essa abordagem terapêutica que visa o cuidado integral da saúde feminina, a Academia da Menopausa e Saúde da Mulher, em parceria com a Singular Pharma, realizam nos próximos dias 7 e 8 de fevereiro, das 8h às 18h, no Hotel Quality Salvador, o curso “Imersão em endometriose: uma visão holística”. Idealizado pelo médico e professor Dr. Jorge Valente, um dos ministrantes das aulas, o curso terá entre os docentes grandes nomes da área, como Bruno Brandão, Rosana Amorim, Manuela Gouveia, Joventina Araújo e Lara Gabriela.

Com um total de 20 horas/aula, o curso será dividido em oito módulos temáticos: inflamação e endometriose; suplementação fundamental para pacientes com endometriose; tratamento e manutenção de pacientes assintomáticas e livres de dor; prevenção da infertilidade e melhora dos índices de gravidez; saúde mental e qualidade do sono; estilo de vida ideal para pacientes com endometriose; discussão de caso clínico e manipulados e protocolos para endometriose. Os participantes poderão ainda participar de uma aula extra que abordará o uso de canabidiol nas pacientes com endometriose.

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Os médicos interessados em participar podem se inscrever por meio deste link, selecionando a opção “Fale Conosco”.

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