Como parte da programação do Juntos na Casa | Encontros CCBB na Casa Rosa, a Casa Rosa realiza, nos dias 29 e 30 de janeiro, um intercâmbio formativo com o Instituto Quabales. A programação envolve música, ancestralidade, sustentabilidade e educação em duas atividades abertas ao público. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas por meio de formulário online até esta terça-feira (27), ao meio-dia. As atividades dialogam também com a atuação da Favellê Music, selo independente que impulsiona artistas e iniciativas oriundas das periferias.
A programação começa na quinta-feira (29), às 17h, na Casa Rosa, com uma roda de conversa conduzida por Marivaldo dos Santos, músico baiano de carreira internacional, integrante do espetáculo “STOMP” (Broadway) e cofundador do Instituto Quabales. No encontro, Marivaldo compartilha sua trajetória profissional, os caminhos do projeto Quabales e as diferentes frentes culturais que desenvolve, conectando arte, consciência ambiental e transformação social. Após a conversa, os participantes vivenciam uma experiência percussiva coletiva, com criação sonora a partir de materiais sustentáveis e objetos do cotidiano.
Na sexta-feira (30), também às 17h, a atividade acontece na sede do Instituto Quabales, no Nordeste de Amaralina, com uma oficina de percussão ministrada pelo Mestre Bira Monteiro, professor do Instituto. A vivência propõe uma imersão musical com instrumentos tradicionais e reciclados, além de um intercâmbio direto com alunos do Quabales. Percussionista, pesquisador e referência na formação artística, Mestre Bira desenvolve uma abordagem afrocentrada que integra corpo, movimento, música e dança, com conteúdos acessíveis a pessoas com diferentes níveis de experiência e vivências.
Fundado por Marivaldo dos Santos, o Instituto Quabales atua há anos na inclusão social e profissional por meio da arte-educação, beneficiando diretamente mais de 6 mil pessoas com ações que envolvem música, dança, canto, capoeira, audiovisual, tecnologia e empreendedorismo. O projeto reafirma a cultura como ferramenta de transformação porque fortalece vínculos comunitários, amplia oportunidades e valoriza a potência criativa das periferias de Salvador.




