Setores da imprensa de Camaçari denunciaram, na noite de terça-feira (9), que vereadores da bancada de oposição ao governo municipal estão articulando uma manobra para zerar o orçamento destinado à comunicação institucional da Prefeitura em 2026. Segundo essas publicações, a retirada total dos recursos ocorreu por meio de emendas que remanejaram toda a verba para outras áreas do orçamento.
De acordo com as fontes, a movimentação política teria sido conduzida sob influência do ex-prefeito Antônio Elinaldo, apontado como o principal articulador da estratégia. A avaliação é que a iniciativa busca limitar a capacidade de divulgação institucional da atual gestão, impactando diretamente a comunicação pública com os cidadãos.
Caso o corte seja confirmado na votação final, a Prefeitura ficará impedida de promover campanhas informativas essenciais — como mobilizações de vacinação, alertas sanitários, ações de combate a endemias, chamadas para matrículas escolares e orientações sobre serviços básicos. Representantes do setor de comunicação também alertam para um possível impacto econômico, já que empresas locais como gráficas, rádios, jornais, portais e produtoras dependem desses serviços para manter empregos e renda no município.
A medida tem provocado forte reação entre profissionais da área e ampliado o debate sobre os prejuízos à transparência e ao direito da população à informação. O tema seguirá em discussão até a conclusão da votação do orçamento na Câmara.
O Destaque1 entrou em contato com Antônio Elinaldo para saber qual a sua relação na estratégia, mas ele afirmou que ficou surpreso com a informação e destacou que não tem nenhuma participação e relacionou o apontamento como sem fundamento, falta de conhecimento e “despreparo total”.
Sobre a possível articulação dos vereadores de oposição da Câmara em diminuir o orçamento da comunicação, o pré-candidato a deputado estadual reforçou ainda que estão criando “factoides” e que “não existe orçamento específico para a comunicação, existe um contrato, existe um saldo que pode ser gasto por qualquer pasta, cabe o prefeito querer fazer. O orçamento é da secretária não é do contrato. O contrato que está na secretária [Segov], ali o prefeito ele vai empenhar “x” daquele orçamento para aquele contrato fazer certa ação”, disse.
Ele sinalizou ainda que “o contrato de comunicação ele pode ser pago por várias pastas. Essa história de que está sendo cortado o orçamento isso não existe”.
*Matéria atualizada às 15h05 para acréscimo do posicionamento de Antônio Elinaldo.





