Edvaldo Jr.: A solidariedade pode mudar o mundo!

Em um mundo de estranheza onde o ódio figura como grande elemento da vida pública nacional. Estabelecimento do medo e a da violência como pauta política nos coloca sobre um gigantesco desafio. Que por via de regra só a solidariedade tem condições moral, cientifica e social de enfrentar.

A preocupação com o outro é antes de tudo a experiência de uma sensação, de um estado de espírito, no qual se respeita esse outro como se ele fosse nós mesmos. A preocupação com o outro é somente uma dentre, a grande variedade de tendências humanas. É uma formula, talvez inerente, impressa em nós todos e procuramos vive-las de mil maneiras. Construirmos famílias, fazemos amigos, inventamos projetos sociais, e até organizamos comunidades sempre no sentimento de estarmos mais próximos.

O valor é uma experiência fundamental humana que se encontra no centro das escolhas de que tipo de vida queremos ter. Nesse sentido é preciso ter um plano solidário de vida, e da prioridade a certos valores fundamentais para a vida dos homens. Em um momento de profunda desconfiança onde valores tão caros para uma vida plena, parecem não ter nenhuma relevância, retirando dos homens o mínimo, estrangulando sua força motriz, à medida que míngua sua capacidade de esperançar.

Só a experiência da solidariedade pode nos apontar um novo caminho, pois ela é antes de tudo uma determinação legal defendida no artigo 3° da constituição: “I – construir uma sociedade livre, justa e solidaria”, em muitos momentos acredita-se na solidariedade como elemento da ação humana desprovida de qualquer racionalidade, tornando-se, essa, resultado de um momento de bondade do homem, o que talvez não deixe de ser.  Porém, é preciso incorporá-la ao campo das leis e dos códigos na medida em que essa não pode permanecer no lugar das decisões individuais, a mercê de um instalo de loucura de alguém, que de alguma forma resolver ajustar-se com o mundo.

Faz-se necessário situá-la no mundo de uma cultura civil mais ampla onde a defesa do direito de alguma forma esteja em seu horizonte de ação, o que de forma direta pode resultar em uma maior participação do cidadão na vida publica de seu país. Por tanto, é preciso que os cidadãos possam experiência a grandeza da experimentação de seus direitos como resultado de uma certeza social e uma constatação mútua de formas de vidas diversas.

Para Jurgen Habermas, “a cidadania democrática e ligada ao Estado só construirá solidariedade entre estranhos – quando der mostras de sua eficácia enquanto mecanismo pelo qual os pressupostos constitutivos das formas de vida desejadas possam de fato torna-se realidade.” Nesse sentido é fundamental o papel do Estado e sua efetiva participação, faz-se urgente que esse se coloque na condição de provedor da vida coletiva, a fim de produzir a segurança necessária para a consolidação da solidariedade.

A consolidação de um Estado de Direitos só é possível dentro de um combate sistemático aos grandes temas sócias: o combate à fome, a violência, ao desemprego, a falta de moradia…, entre outras mazelas que impedi uma real experimentação da cidadania por grandes porções da sociedade. O enfrentamento aos grandes dramas sociais só é possível em uma sociedade cuja solidariedade estabelece-se com valor e não como bem.

A solidariedade racional de alguma forma pode construir um mundo melhor, na ideia que produzira no homem um “sentimento” de cooperação para a solução dos problemas comuns e na busca pela convivência harmônica.  O que de nenhuma forma significa ausência de diversidade, seu reconhecimento é fundamental. A grande verdade é que a medida que vamos negando a possibilidade da solidariedade, vamos junto com ela enviesando a possibilidade de uma convivência pacifica entre os homens. O estabelecimento da solidariedade é o caminho mais provável para consolidação de um mundo melhor, só ela tem condições reais de promover o convívio fraterno entre os diferentes.

Edvaldo Jr., historiador, pós-graduando em Direito Público Municipal, professor e palestrante. Escreve as terças a cada duas semanas.

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