De acordo com a International Diabetes Federation (IDF), cerca de 589 milhões de adultos entre 20 e 79 anos vivem com diabetes, o que equivale a um em cada nove adultos. No Brasil, o número ultrapassa 16 milhões de pessoas, colocando o país entre os cinco com maior prevalência da doença. Comemorado em 14 de novembro, o Dia Mundial do Diabetes chama atenção para o papel da prevenção.
Segundo a IDF, mais de 589 milhões de adultos vivem com diabetes no mundo e no Brasil. A endocrinologista Dra. Mariana Strauch explica que o aumento da prevalência do diabetes está relacionado ao estilo de vida moderno. “Fatores como alimentação rica em açúcares simples e ultraprocessados, sedentarismo e excesso de peso, especialmente o acúmulo de gordura abdominal, favorecem a resistência à insulina e aumentam o risco do diabetes tipo 2”, destaca.
Segundo as diretrizes da ADA 2025 (Associação Americana de Diabetes), os sinais de alerta que merecem atenção incluem sede e urina excessivas, fome aumentada, perda de peso inexplicada, visão turva, fadiga persistente e feridas de cicatrização lenta.
Pessoas com histórico familiar, obesidade ou hipertensão devem realizar monitoramento dos níveis de açúcar, mesmo sem sintomas, já que o diagnóstico precoce pode evitar complicações graves como nefropatia, neuropatia e doenças cardiovasculares. “Detectar o diabetes ou o pré-diabetes antes do surgimento de complicações permite intervenções rápidas, reduzindo riscos e melhorando a qualidade de vida”, reforça Mariana.
Tratamento e cuidados
O tratamento varia conforme o tipo da doença. No diabetes tipo 1, há destruição das células produtoras de insulina, exigindo o uso contínuo do hormônio desde o diagnóstico. Já no tipo 2, o foco inicial está em mudanças de estilo de vida, podendo incluir medicamentos orais ou injetáveis conforme a evolução. “As diretrizes mais recentes reconhecem também o papel de tecnologias como os sensores de glicose e as bombas de insulina automáticas, que facilitam o monitoramento e o controle da glicemia”, explica a especialista.
A médica também destaca que entre os principais desafios enfrentados pelos pacientes estão a adesão à rotina de tratamento, a variação glicêmica, o custo de tecnologias, o acesso desigual a medicamentos modernos e os impactos emocionais do manejo de uma condição crônica. “O controle exige disciplina, acompanhamento multidisciplinar e educação em saúde para que o paciente se sinta empoderado a gerir sua condição”, ressalta.
Mariana ainda reforça que campanhas educativas, programas comunitários e rastreamentos de risco são estratégias fundamentais para conter o avanço da doença. “Universidades, escolas e clínicas podem ser grandes aliadas na conscientização e na promoção de hábitos saudáveis. A prevenção é, sem dúvida, o caminho mais eficaz”, conclui.




