A Secretaria dos Serviços Públicos (Sesp), através da Coordenadoria de Proteção e Defesa Civil de Camaçari (COMPDEC) e Diretoria de Ordem Pública (Dirop), realiza fiscalização contínua na orla do município, a fim de coibir o uso de caiaques sem os devidos equipamentos de proteção, como coletes e capacetes. A ação também opera no sentido de proibir, de forma definitiva, os colchões infláveis, indevidamente usados como boias nas praias.
“O número de afogamentos provocados pelo uso indevido desses equipamentos é muito grande, principalmente em períodos de alta temporada”, explicou o coordenador da Defesa Civil, Ivanaldo Soares, que orientou a população para o uso adequado do caiaque e a proibição dos colchões de ar.
“É importante que todos saibam que os equipamentos feitos para boiar têm as especificações do fabricante, e o uso de coletes salva-vidas é indispensável. Com relação aos colchões, ele é proibido permanentemente”, alertou.
Na manhã de segunda-feira (23), dez agentes da Defesa Civil e cinco fiscais da Dirop percorreram o emissário de Arembepe e a praia de Jauá, quando realizaram cinco abordagens junto aos locatários desses equipamentos.
Seguindo orientações dos técnicos da Sesp, os comerciantes assinaram um termo de responsabilidade se comprometendo a recolher imediatamente os colchões infláveis e adequar os caiaques às regras exigidas para proteção contra acidentes.
A fiscalização, que deve acontecer durante todo o verão, segue nesta terça-feira (24) nas praias de Jacuípe e Guarajuba. Segundo avaliação do coordenador Ivanaldo, as ações têm sido positivas. “As pessoas inicialmente apresentam resistência, porque acham que nossa operação está tirando o ganha-pão delas, mas a gente explica que não adianta querer ganhar o dinheiro de forma irregular e expondo a vida das pessoas a riscos”.
Ainda sobre cuidados necessários para usar os caiaques com segurança, a recomendação é verificar as condições dos coletes salva-vidas. “É importante observar o prazo de validade e fazer um teste simples para ver se boiam. Segure o colete debaixo da água por alguns instantes e depois solte. Se ele subir rapidamente, é adequado para usar”, orientou o coordenador da COMPDEC.
Com relação aos comerciantes que, mesmo depois de terem sido orientados e se comprometido com a retirada definitiva dos colchões infláveis, ainda assim reincidirem com o aluguel do equipamento, a Sesp deverá apreender o material, que só poderá ser retirado via apresentação de nota fiscal. Caso a documentação não seja apresentada em tempo determinado, será dado um destino definitivo aos materiais recolhidos.



