Em Achados e Perdidos, o palhaço Tiziu reverencia Chaplin, o rei dos palhaços mudos, e homenageia Biribinha, grande mestre da palhaçada brasileira, guiando o público ao universo da bobagem e ao reino da imaginação através da peculiar dramaturgia minimalista, sustentada pela virtuosidade da palhaçaria psicofísica.
Nesta quinta-feira (8), às 21h, o palhaço Tiziu estreará seu novo espetáculo, Achados e Perdidos Digital. A criação, direção e atuação é de João Lima, com produção do Núcleo Circo Único. O projeto conta ainda com fotografia e edição de Malaika K.B., cenário de Agamenon de Abreu e figurino de Agamenon de Abreu e Saraí Reis. A trilha é composta por músicas do filme “The Cure”, composta por Charlie Chaplin. O espetáculo será transmitido gratuitamente no Youtube [acesse aqui].
Em Achados e Perdidos, Tiziu é um daqueles trabalhadores que fazem do seu emprego uma grande diversão. Um faxineiro com espírito curioso e lúdico, com o olhar próprio das crianças, que vê tudo por um ângulo mais divertido e desempenha seu trabalho com leveza e humor. Ao limpar um departamento de achados e perdidos, se encanta com uma estatueta do palhaço Biribinha entre os objetos ali depositados, que faz Tiziu remeter-se ao universo chapliniano. Ele começa, então, a desfiar uma diversidade de brincadeiras e traquinagens, fingindo ser um artista de circo.
Como é evidente na tradição da palhaçaria de todos os tempos, o firme e principal propósito é provocar a graça e o riso. As ações desses artistas comumente trazem outros significados, embora não se saiba se conscientes ou não. Uma das interpretações, no entanto, talvez seja a ideia de que a vida sempre pode ser levada com mais leveza.



