Cuidados com a alimentação começa com a leitura de rótulos dos produtos, alerta especialista

É pelo rótulo que o consumidor pode descobrir se um alimento tem excesso de gordura, açúcar e sódio. A socióloga e diretora da Aliança de Controle do Tabagismo (ACT), do Portal Saúde Brasil uma parceria com o Ministério da Saúde, Paula Johns, afirma que a rotulagem de alimentos é fundamental para ajudar as pessoas a fazerem a melhor escolha. No caso dos alimentos industrializados, é através do rótulo que o consumidor identifica o que exatamente irá consumir.

Em geral, os alimentos ultra processados possuem um número elevado de ingredientes e, sobretudo, ingredientes com nomes pouco familiares e não usados em preparações culinárias, como gordura vegetal hidrogenada, espessante, aromatizante, etc.

“É pelos rótulos que podemos saber se o produto contém nutrientes como sal, açúcar, gordura, aditivos, corantes, adoçantes artificiais ou nutrientes que possam causar alergia em grupos específicos”, alerta Paula. Pesquisas sobre marketing e publicidade também evidenciam a importância do rótulo como instrumento de propaganda.

“É necessário empacotar de forma atrativa o que se quer vender e, para que as pessoas queiram comprar, muitas vezes os nutrientes críticos são camuflados atrás de nomes incompreensíveis para o público leigo”, esclarece a especialista.

Jonhs também alerta que o rótulo é uma ferramenta de marketing para que o consumidor esteja atento às informações em destaque na embalagem, como “zero açúcar”, “livre de gorduras trans”, “natural”, “caseiro”, “igual ao da vovó”, pois isso não significa que o produto é saudável. Para confirmar se um produto não provoca males à saúde, é preciso verificar a presença de nutrientes críticos como sal, açúcar e gorduras em quantidades excessivas.

Biscoitos recheados e bebidas lácteas geralmente possuem alta quantidade de açúcar e gordura. No entanto, as embalagens destacam informações como “fonte de vitaminas e minerais ou antioxidantes”. O percentual de valor diário é calculado com base no tamanho da porção recomendada para consumo. Por isso, na hora de comparar os produtos, é preciso ver se a porção de referência é a mesma. Se não, é necessário fazer uma conta para comparar a quantidade de nutrientes que a tabela está informando.

Veja o manual de orientação para o consumidor da Anvisa.

*Com informações do Portal Saúde Brasil  

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