O corpo do publicitário baiano Duda Mendonça foi cremado na manhã de hoje (18), no cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas, em Salvador. Ele morreu na última segunda-feira (16), aos 77 anos, em São Paulo, vítima de um câncer no cérebro.
O marqueteiro estava internado no Hospital Sírio-Libanês há dois meses para tratar a doença. Enquanto fazia o tratamento do câncer, foi diagnosticado com Covid-19 e precisou ser intubado.
Duda Mendonça deixa a esposa, Aline Mendonça, e cinco filhos: Alexandre, Eduarda, Léo, Lucas e Rafael Mendonça.
Natural de Salvador, Duda Mendonça nasceu em 10 de agosto de 1944 e ficou conhecido em todo o país por sua atuação no marketing político. Ele abriu sua agência em 1975 e estreou no segmento em 1985, com a campanha que elegeu Mário Kertész prefeito de Salvador.
Outras campanhas de sucesso entraram no seu currículo, como a do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) em 2002, quando criou o slogan “Lulinha paz e amor”; a de Paulo Maluf à Prefeitura de São Paulo em 1992; a reeleição da ex-prefeita da capital paulista Marta Suplicy em 2004, e a dos irmãos Ciro e Cid Gomes no Ceará, quando se candidataram em 2006 a, respectivamente, deputado federal e governador.
O publicitário também se envolveu em escândalos de corrupção. Em 2005, o seu nome apareceu no Mensalão, quando virou réu no Supremo Tribunal Federal (STF) ao ser acusado de lavagem de dinheiro. Ele foi absolvido do processo.
Em 2016, teve seu nome envolvido na Operação Lava Jato, sob suspeita de ter recebido R$ 10 milhões para o grupo político do presidente Michel Temer, delatado por executivos da Odebrecht. Em 2017, seguindo o caminho de outros dois publicitários do PT, João Santana e Mônica Moura, o marqueteiro assinou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal.




