A histórica e premiada Companhia de Teatro da Universidade Federal da Bahia (Ufba) volta aos palcos com a 59ª montagem. A comédia “Homem é Homem”, adaptação do texto do dramaturgo alemão Bertolt Brecht, estreia em 3 de outubro, às 19h30, no Teatro Martim Gonçalves, localizado no bairro Canela, em Salvador.
A peça estará em cartaz até 26 de outubro, com sessões de sexta-feira a domingo, no mesmo horário. A entrada gratuita para o espetáculo é distribuída sempre uma hora antes do início. A peça é promovida pelo projeto “Brecht é Coisa Nossa”, que também realiza oficinas de teatro gratuitas durante o mês.
Confira a programação:
- Estratégias de Composição da Iluminação do Espetáculo “Homem é Homem”, de Bertolt Brecht
Com Eduardo Tudella e Pedro Benevides
Espaço Boca de Brasa Subúrbio 360, dia 6 de outubro - Elocuções em Trânsito: Dinâmicas da Voz para uma Atriz Narradora
Com Hebe Alves
Teatro Martim Gonçalves, dia 13 de outubro - Entre o Ator e a Personagem
Orientada por Lúcio Tranchesi
Espaço Boca de Brasa Centro, 21 de outubro - (DES)MONTAGEM: estratégias de encenação e direção de elenco no espetáculo Homem é Homem
Com Caio Rodrigo
Casa Preta Espaço de Cultura, 27 de outubro
Informações sobre como participar e se inscrever nas oficinas devem ser divulgadas através do perfil no Instagram @teatroterceiramargem. O projeto “Bertolt Brecht É Coisa Nossa” foi contemplado pelo Edital Territórios Criativos – Ano II com recursos financeiros da Fundação Gregório de Mattos, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e Prefeitura de Salvador, além Ministério da Cultura, através da Política Nacional Aldir Blanc de fomento à Cultura (PNAB).
O espetáculo
Ambientada no período que antecede a Segunda Guerra Mundial, a comédia retrata a vida de Galy Gay, interpretado pelo ator Lúcio Tranchesi, estivador que sai de casa para comprar um peixe e, entre outras reviravoltas, acaba por assumir a personalidade de um soldado que é incorporado à Guerra, pelo exército colonial inglês, porque não sabe dizer não.
Dirigida por Caio Rodrigo e Pedro Benevides, a peça aborda com humor e crítica as formas de alienação, autoritarismo e manipulação social com o questionamento de que um homem sem consciência de sua própria realidade e do meio onde vive pode ser facilmente substituído por outro.
O título foi indicado em quatro categorias da última edição do Prêmio Bahia Aplaude, em maio deste ano. A montagem reúne nomes conhecidos do Teatro Baiano, como Hebe Alves e Lúcio Tranchesi, e uma nova geração de atores da Escola de Teatro da Ufba, integrando diferentes experiências.




