O Festival Estudantil de Artes Cênicas (Festac – Bahia) está com inscrições abertas para suas mostras oficial e de cenas curtas, recebendo propostas de todo o Brasil até 27 de julho. Estudantes, professores e artistas da cena de todas as regiões do país podem inscrever suas criações para integrar a programação do festival, a ser realizado entre 8 e 14 de setembro, em Salvador.
As inscrições podem ser feitas gratuitamente por meio de formulário virtual. Podem ser inscritas obras nas categorias Cenas Curtas e Espetáculos de Artes Cênicas (Mostra Oficial), abrangendo criações nas linguagens de teatro, dança, performance, circo ou artes integradas, desde que tenham sido desenvolvidas em ambiente estudantil, como escolas de ensino básico, cursos livres, nível técnico ou instituições universitárias.
Os grupos selecionados, que serão anunciados até o dia 3 de agosto, receberão ajuda de custo entre R$ 1.200 e R$ 2.500, no caso das cenas curtas, e entre R$ 3.000 e R$ 5.000, para os espetáculos, com valores variáveis conforme o número de integrantes e a distância entre a cidade de origem e o local das apresentações.
Os proponentes devem ser maiores de 18 anos, estar formalmente vinculados a instituições de ensino, atuando como estudantes, professores ou técnicos, e possuir representação por pessoa jurídica, como MEI ou equivalente. Cada proponente poderá inscrever quantas obras desejar, mas apenas uma proposta por pessoa jurídica será selecionada. Todas as obras escolhidas realizarão apenas uma apresentação.
O festival selecionará 10 espetáculos completos, com duração mínima de 40 minutos, e cinco cenas curtas, entre 10 e 15 minutos, sendo que estas últimas contarão a mentoria artística de um diretor convidado. A curadoria valoriza criações que dialoguem com o tema da transitoriedade, além de trabalhos que abordem questões contemporâneas urgentes, como gênero, raça, diversidade, intolerância e justiça social.
Realizado pelos coletivos COATO e COOXIA, o festival propõe, nesta edição, uma reflexão crítica sobre a profissionalização precoce e os caminhos de vida que frequentemente são impostos aos jovens ainda no ensino médio. A proposta é acolher a incerteza como potência criadora, valorizando o direito à transformação, à escuta e à experimentação, especialmente nos campos da arte e da educação durante o evento.




