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“Céu de Brigadeiro” para os vitoriosos; “Além da queda, o coice” para os derrotados

Elinaldo e DEM saem vitoriosos e crescem, enquanto Caetano e PT seguem derrotados e desidratados.

Anderson Santos

Publicado

em

Elinaldo Araújo e Luiz Caetano. Fotos: Reprodução

Cenários e perspectivas I

“Além da queda, o coice”. Esse é um jargão popular a respeito de um infortúnio que acomete um certo cavaleiro, e pode ser relacionado com a situação de Caetano e do PT em Camaçari, na Bahia e no Brasil.

Além de ter virado freguês do prefeito reeleito Elinaldo Araújo, perdendo duas eleições seguidas, uma como candidato e a outra através de sua esposa, que usa seu nome em destaque, Caetano e o PT tiveram mais uma derrota: a redução de sua bancada pela metade, de 4 para 2 vereadores.

Como diz a máxima popular que retrata a situação trágica do cavaleiro que, ao cair do cavalo, ainda desnorteado pela queda, recebeu um coice, o PT de Camaçari, derrotado nas urnas e diminuído na Câmara de vereadores, assistiu a trágica situação do partido a nível nacional, tendo o seu pior desempenho em 20 anos em números brutos para prefeituras, e a pior em 30 anos, desde a redemocratização do país, considerando que não irá governar nenhuma capital. O partido repetiu o trágico decréscimo de 2016 e teve redução significativa no número de prefeitos, caindo de 254 para 174, e no número de vereadores, caindo de 2815 para 2665.

Elinaldo, por outro lado, vive céu de brigadeiro. Essa gíria do meio militar significa que o aviador vai encontrar um céu limpo, sem nuvens, azul como a cor da camisa de sua militância, o que é, certamente, uma maravilha para o condutor. Essa é a conjuntura do piloto Elinaldo Araújo, que venceu pela segunda vez o ex-deputado Caetano e seu partido, tornando-o seu freguês. O prefeito foi o mentor que liderou a montagem dos partidos e a composição das listas de vereadores que disputaram a eleição, e tem diversos motivos para comemorar os resultados eleitorais de 2020.

Elinaldo foi reeleito superando as adversidades administrativas e orçamentárias da gestão que recebeu em 2017, herança maldita deixada pelo governo do PT. Amargou alto índice de rejeição, tanto como pessoa, quanto como prefeito e gestor. Driblou uma crise econômica que assola o país, enfrentou a ainda real pandemia, esta que, naturalmente imprevista, o levou a mudar e ajustar todo o planejamento da gestão.

Com pouco tempo e cenários desfavoráveis para lidar, no último ano de governo sua meta seria a boa avaliação como gestor e conseguir mais 4 anos no comando da cidade, o que parecia no mínimo desafiador, afinal havia um cenário catastrófico, com as mudanças inesperadas e não planejadas. Com o desafio aceito, fez mudanças na gestão, em sua estratégia política e partiu para recuperar o território perdido. A principal estratégia foi a de se mostrar um ser humano sensível às demandas mais urgentes da população, preparado para qualquer adversidade. Assim, claramente com muita competência, surpreendeu e ressurgiu de suas próprias cinzas como uma fênix.

Quebrando tendências eleitorais e prognósticos de muitos especialistas, Elinaldo atingiu altos índices de aprovação, sua e de seu governo, além de vencer as eleições com uma folga de mais de 16 mil votos. Elegeu uma bancada de vereadores governista que vai lhe dar uma esmagadora maioria na Câmara e contribuiu para o seu partido se destacar no cenário baiano e nacional.

Dois líderes políticos vivendo situações diametralmente opostas. Caetano deixou de ser o grande vencedor para se tornar o freguês de Elinaldo e do DEM, e viu seu partido, o PT, em frangalhos, em crise e com a moral baixa na cidade, na Bahia e em todo o território nacional.

Já Elinaldo vive céu de brigadeiro em sua nova gestão, com um cenário diferente da primeira. Venceu sem precisar fazer acordos ou dever a vitória a alguma liderança externa, o que o coloca como o grande protagonista e responsável pelo seu sucesso, dos vereadores e de seu grupo político.

Mais maduro e experiente como gestor, dominando os números da própria gestão e com diversas obras importantes para serem concluídas, a exemplo da duplicação do viaduto, o Novo Horto Florestal, o Trevo da Cascalheira, a Nova Praça do Papagaio em Jauá e o Novo Tudão em Abrantes, o ex-feirante é hoje considerado o maior articulador político de Camaçari, além de ter tido sua reputação revertida claramente em sua campanha eleitoral. Sua gestão tem a marca da aprovação, com sua reeleição garantida por 53,12% dos eleitores.

Anderson Santos foi superintendente da STT, secretário de Relações Institucionais e secretário de Esportes de Camaçari. É pedagogo, analista político e presidente do PSC em Camaçari.

*Este espaço é plural e tem o objetivo de garantir a difusão de ideias e pensamentos. Os artigos publicados neste ambiente buscam fomentar a liberdade de expressão e livre manifestação do autor(a), no entanto, não necessariamente representam a opinião do Destaque1.

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