O Ministério Público da Bahia (MP-BA) denunciou 13 pessoas por crimes que resultaram nas mortes de Bruno Barros da Silva e Yan Barros da Silva, tio e sobrinho, no dia 26 de abril, após serem detidos furtando carnes no supermercado Atakarejo, em Salvador.
A denúncia foi feita nesta segunda-feira (12) e aponta o gerente-geral da loja e dois prepostos, todos acusados pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e sem possibilitar a defesa das vítimas, constrangimento ilegal e extorsão.
Três foram denunciados por crimes de homicídio qualificado e cárcere privado, todos apontados como responsáveis por entregar as vítimas aos executores.
Outros cincos foram apontados como responsáveis pela execução e respondem por homicídio qualificado. O Ministério Público denunciou ainda mais dois envolvidos por ocultação de cadáver.
A denúncia foi oferecida pela promotora de Justiça Ana Rita Cerqueira Nascimento, coordenadora do Núcleo do Júri (NUJ), que solicitou a decretação da prisão preventiva de todos os denunciados para viabilizar a continuidade da instrução criminal, da aplicação penal e a garantia da ordem pública.
Entenda o caso
No dia 26 de abril, Bruno Barros da Silva, de 29 anos, e Yan Barros da Silva, de 19 anos, teriam furtado pacotes de carne em um supermercado Atakarejo, em Salvador. Os dois foram mortos e encontrados com marcas de tiros e tortura horas após o furto.
De acordo com a polícia, as vítimas foram colocadas no porta-malas de um carro modelo I30, que estava com placa clonada e havia sido roubado há cinco dias. Os corpos foram descartados na localidade da Polêmica.
No dia 7 de julho, o Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu o inquérito do crime e cumpriu mandados de busca e apreensão no Nordeste de Amaralina, que resultou também na prisão de um funcionário do supermercado (lembre aqui). Segundo a polícia, a execução de Bruno e Yan teria sido ordenada por uma liderança do tráfico de drogas do bairro (saiba mais).





