Camaçari: servidores públicos reivindicam reajuste salarial e anulação das eleições do Sindsec

Na manhã desta segunda-feira (21), dezenas de servidores públicos se concentram no estacionamento da Prefeitura de Camaçari para reivindicar o reajuste salarial de 10,67%, com base na inflação, e a anulação das eleições presidenciais de 2018 do Sindicado dos Servidores Públicos de Camaçari (Sindsec).

A categoria não recebe aumento salarial desde 2016 e em rodadas de negociação com a administração municipal o reajuste foi negado no ano passado, já que gestão alegou ter atingido o limite prudencial da lei de Responsabilidade Fiscal, “com o comprometimento de 51,3% da Receita Corrente Líquida (RCL) com a folha salarial dos servidores. Isso impede a concessão de aumento salarial linear nesse momento, estando previsto o início de discussões para janeiro de 2019”.

Carlos Levi lembra que a categoria luta por reajuste desde a campanha salarial de 2015. Foto: Hyago Cerqueira/Destaque 1

De acordo com os servidores, nesse intervalo de três anos o aumento foi concedido aos professores da rede pública municipal. No entanto, referente à campanha salarial 2018, quando solicitaram reajuste de 6,8%, os profissionais também não foram atendidos.

Carlos Levi, servidor público municipal, explica que a categoria vem lutando pelo reajuste desde 2015 e que a reposição da inflação segue normas estabelecidas pela Constituição Federal e por Lei Municipal. Além disso, Levi afirma que os servidores precisam de uma bancada ativa.

Em 2018, os servidores tiveram apenas o reajuste de 11,11% do auxílio alimentação, que passou de R$ 18 por dia trabalhado para R$ 20. O benefício foi concedido apenas aos que trabalham em regime de 40 horas semanais , com dedicação integral; aqueles com extensão em sua jornada de trabalho de 30 horas semanais para 40 horas, também com dedicação integral, e para os que desenvolvem trabalho ininterrupto de 12 e/ou 24 horas em regime de plantão.

A reportagem do Destaque1 tentou contato com a Prefeitura para obter maiores informações, mas não obteve retorno.

Servidores pedem anulação do resultado da eleição do Sindsec e saída de Silval da presidência. Foto: Hyago Cerqueira/ Destaque 1

Eleições

Os manifestantes afirmam que a eleição do ano passado presidencial do Sindsec, quando Silval Cerqueira

A servidora Iara Costa questiona a clareza do processo eleitoral do Sindsec. Foto: Hyago Cerqueira / Destaque 1

foi reeleito, é “fraudulenta”, porque garantem que o edital não chegou ao conhecimento de todos. Cerqueira está como presidente do sindicato desde 2014.

Iara Costa é servidora há 5 anos e afirma que sempre houve uma dificuldade em ter o processo eleitoral e as normas do pleito esclarecidas, o que dificultaria a formação de outra chapa para disputar o cargo. “O nosso presidente sempre dificulta o nosso entendimento nas eleições e a maioria quer tirar ele da presidência. Nunca temos conhecimento dos editais, ele esconde isso, quando vemos as eleições já estão na porta e não dá tempo de montar a chapa”, critica.

Silval afirma que as acusações contra ele sobre a presidência é partidária e que está a disposição do Ministério Público para prestar qualquer esclarecimento. Para o presidente do Sindsec, este não é o melhor momento para que a categoria peça a sua retirada do posto. “Eu já falei para eles, esse momento que se sente constrangido que busque a Justiça, não num momento de campanha salarial tão sensível”, defendeu.

Silval Cerqueira é presidente do Sindsec desde 2014. Foto: Hyago Cerqueira / Destaque 1

Na quarta-feira (23), os servidores deverão se reunir novamente no Fórum Clemente Mariani para debater as questões apresentadas.

Um comentário em “Camaçari: servidores públicos reivindicam reajuste salarial e anulação das eleições do Sindsec

  • terça-feira, 22 de janeiro de 2019 em 09:53
    Permalink

    É a mesma situação que passam os Rodoviários de Camaçari, que além de não resolver os problemas da categoria a “suposta” diretoria do SINDROD (amigos de SILVAL) é investigada pela policia sobre denuncias e acusações de fraudes em eleições sindicais, ameaça a pessoa e estelionato entre outros diversos crimes. Fora SILVAL e DANIEL DE MOTÃO.

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