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Camaçari: saiba quais são as causas, prevenção e tratamento da esporotricose

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A esporotricose que tem assustado os camaçarienses é uma micose provocada pelo fungo da espécie Sporothrix schenckii que afeta humanos e animais. De acordo com a Dra. Maria das Graças, bioquímica responsável pelo setor de micologia do laboratório Sabin, o fungo se prolifera pelo solo, cascas de árvores e pelas plantas, por isso os gatos são os principais agentes de disseminação.

Bioquímica Drª Maria das Graças. Foto: Reprodução

“Trabalhadores como jardineiros, floristas e feirantes que mantêm contato direto com solo estão mais propensos a contrair o fungo, portanto, não são os felinos os únicos transportadores do fungo, basta que a pessoa tenha algum trauma no corpo e tenha tido contato com o fungo para que ele possa penetrar na pele, por isso é importante que esses trabalhadores usem luvas”, alerta a bioquímica.

Dra Patrícia Gutierrez, dermatologista do Hapvida Saúde e integrante da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Foto: Reprodução

Em casos de suspeita da doença, a Dra. Patrícia Gutierrez, dermatologista do Hapvida Saúde e integrante da Sociedade Brasileira de Dermatologia, conta que a automedicação “aumenta o risco da morbidade da própria doença, do paciente evoluir para um quadro mais grave, e que o gato desse paciente, caso ele esteja contaminado, esse gato pode aumentar a disseminação da doença”.

A médica recomenda que aos primeiros sinais e sintomas a pessoa procure um dermatologista. “Não existe tratamento caseiro. O tratamento é feito com antifúngicos apropriados como o Itraconazol ou Iodeto de Potássio, conforme recomendável pelo dermatologista. O tratamento pode variar de 3 a 6 meses, podendo chegar até um ano”, salienta Gutierrez.

Natália Vieira, presidente e cofundadora do Grupo de Apoio e Proteção ao Animal de Rua (GAPAR) ressalta que não existe “doença do gato”, como acabou sendo conhecida a esporotricose na cidade, e pede que a população não abandone ou maltrate os felinos por conta disso.

“O cuidado que se deve ter com os animais, incluindo os cachorros, é evitar que eles saiam de casa, passem por áreas infectadas ou briguem com outro animal que possivelmente esteja com a doença, para isso é indicado a castração do pet. Higienizar o lugar onde vivem os animais é outra medida que se deve tomar para conter a proliferação”, explica Vieira.

Natália Vieira, presidenta do GAPAR. Foto: Arquivo pessoal

A doença começa a se manifestar por lesões, principalmente nos membros, através de fissuras e caroços avermelhados que podem virar feridas, por isso, como pode ser confundida com outras doenças de pele, é necessário procurar um dermatologista para obter o diagnóstico adequado.

No caso dos animais, os sinais aparecem quando o animal apresenta feridas que não melhoram e por isso é necessário procurar o médico veterinário para diagnosticar e tratar a doença.

Em nota publicada no dia 24 de janeiro deste ano, a Secretaria de Saúde de Camaçari (Sesau) comunicou que até o dia 23 do mesmo mês foram notificados seis casos. Na última quinta-feira (14), a Assessoria de Comunicação do órgão  informou que até o momento não houve nenhum surto e que no fim do mês será divulgada uma nova nota atualizando os dados.

A assessoria salientou ainda que os profissionais das unidades de saúde do município estão capacitados para atender as pessoas que apresentem suspeita de contaminação. O órgão informou também que a Policlínica, na Avenida 28 de Setembro, conta com dermatologista.

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