Camaçari agora passa a contar com a terceira Casa Lar. A iniciativa acontece por meio de uma parceria entre a Secretaria do Desenvolvimento Social e Cidadania (Sedes) e a organização humanitária global Aldeias Infantis SOS (SOS Children’s Villages) Brasil, de cuidado e proteção do público infantojuvenil.

No ato de inauguração do equipamento, realizado nesta quarta-feira (15), a Sedes salientou que o local vai abrigar dez pessoas, com idade igual ou inferior a 18 anos. O objetivo é ampliar os serviços de assistência a crianças e adolescentes que vivem em condições de maus-tratos, negligência, abandono, bem como outras situações de vulnerabilidade.
O vice-prefeito José Tude, que representou o prefeito Elinaldo Araújo (União), aproveitou o momento para tecer elogios à equipe. “Eles realizam um trabalho com muita dedicação e esforço. Então, desejamos que continuem empenhados, pois o resultado disso é a proteção e o cuidado para as nossas crianças, que representam o futuro”, afirma.
Com a instalação de mais um espaço de proteção à infância e adolescência no município, a gestora da Sedes, Reni Oliveira, destaca sobre o funcionamento das casas-lares. “Fazemos o acolhimento através do Creas [Centro de Referência de Assistência Social] e damos todo o acompanhamento necessário, por meio da nossa equipe psicossocial. Quando os assistidos estão devidamente instalados, monitoramos regularmente os trabalhos para verificar se os serviços estão acontecendo nos moldes em que foram contratados”, explica.
Como acontece nas duas unidades instaladas anteriormente, nos anos de 2018 e 2020, a equipe de trabalho é formada por profissionais como assistente social, psicólogo, cuidadoras residentes (mãe social) e substitutas, entre outros.

A presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Baja Carvalho, salienta a importância de espaços dessa magnitude, diante do cenário de distintas desigualdades. “Infelizmente, ainda temos muitas vulnerabilidades no Brasil como um todo, e, diante dessa realidade, temos a opção de fingir que isso não acontece ou encarar o problema, que foi o que a gestão municipal fez ao criar a estrutura necessária para poder acolher as nossas crianças, que são vítimas de todos os tipos de violências possíveis e inimagináveis”.





