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Camaçari: após denúncia de moradores, Sedur embarga obra da Jotaele no Novo Horizonte

Mirelle Lima

Publicado

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Há cerca de duas semanas, moradores do Novo Horizonte foram surpreendidos com a chegada de máquinas e funcionários da Construtora Jotaele em uma área verde do bairro. Intrigadas, as pessoas descobriram que a área foi comprada pela empresa e deve se tornar uma fábrica de pré-moldados.

Foto: Hyago Cerqueira/Destaque1

O fato deixou os moradores surpresos, pois não tinham conhecimento do processo de venda do terreno, que fica na Rua Bahia, possui cerca de 17 mil metros quadrados e é considerado pelos populares como uma área ambiental de grande importância para a região, já que conta com diversas árvores frutíferas.

Após se depararem com um alvará de construção expedido pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (Sedur) e com o movimento de caçambas retirando areia e vegetação do local, a Associação de Moradores do Novo Horizonte entrou com uma ação no Ministério Público da Bahia (MP-BA) questionando a legalidade do alvará e  venda do terreno.

Foto: Lenielson Pita/Destaque1

No documento, a associação questiona a existência de um protocolo de intenções de 2012 entre a Prefeitura de Camaçari e a empresa Jotaele, que concedia à propriedade para a construção de uma planta industrial no prazo de 10 meses. Contudo, a obra nunca foi realizada e agora, após sete anos, os trabalhos foram iniciados sem diálogo com a comunidade.

Também foram encaminhados documentos com os mesmos questionamentos à Sedur, Procuradoria Geral do Município, Câmara Municipal e Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec).

A equipe de reportagem do Destaque1 esteve no local nesta sexta-feira (23) e conversou com os moradores. Na ocasião, os mesmos estavam reunidos com um engenheiro da obra para debaterem a situação.

Os moradores questionaram a legalidade da venda do terreno. Foto: Hyago Cerqueira/Destaque1

O sentimento entre os populares é de preocupação com a degradação ambiental do local, já que a presença de inúmeras árvores facilita a distribuição de oxigênio para o bairro, que fica próximo ao Polo Plast e o Polo de Apoio. A instalação de uma indústria de pré-moldados tão próxima às casas pode prejudicar a saúde da comunidade, alegam os moradores.

O morador João Gomes destacou que é preciso que sejam tomadas medidas para que as árvores do local não sejam derrubadas e que a empresa não seja instalada, pois isso prejudicaria o bem estar da população.

 

Outro morador que reclama do caso é Rogaciano Santos. Ele argumenta que é necessário tornar público todo o processo de venda do terreno e garante que enquanto isso não acontece, a comunidade não irá permitir nenhuma construção no local.

 

Edmilson Sousa ressaltou que deve haver um diálogo com a comunidade. Foto: Hyago Cerqueira/Destaque1

Para Edmilson Sousa, que também é morador do Novo Horizonte, o que está ocorrendo no local é um crime ambiental e deve ser impedido.

 

O engenheiro Luis Artimi garantiu que obra ocorre legalmente. Foto: Hyago Cerqueira/Destaque1

O engenheiro Luis Artimi, revelou que há o objetivo de construir uma usina de pré-moldados com acesso pelo Polo de Apoio.

 

Fiscais da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente estiveram no local nesta sexta-feira (23) e embargaram o alvará de construção. Ao Destaque1,  o responsável pelo setor de fiscalização da Sedur, Uzias da Silva, explicou que as obras foram paradas até segunda ordem para que o processo de liberação do alvará seja reavaliado, pois o mesmo previa apenas construção de muro entorno da área, no entanto, os moradores denunciaram ao órgão que a empresa pratica ações de desmatamento.

Foto: Hyago Cerqueira/Destaque1

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