A Bahia está entre os cinco estados que sediarão pesquisa clínica aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para testagem da vacina (AZD2816) desenvolvida pela AstraZeneca.
O imunizante será fabricado pela empresa Symbiosis Pharmaceutical Services, sediada no Reino Unido, e é uma nova versão da vacina já aplicada no Brasil (AZD1222). Ela foi modificada para também fornecer imunidade contra a recém-emergente cepa da variante B.1.351 da Covid-19, identificada primeiro na África do Sul, em abril.
O estudo, de fase II/III parcialmente duplo-cego, randomizado, será aplicado em adultos de 18 anos de idade ou mais, previamente vacinados e não vacinados para determinar a segurança e a imunogenicidade da vacina candidata.
A AstraZeneca quer verificar a eficácia do imunizante, que atuaria como uma espécie de terceira dose para indivíduos soronegativos para SARS-CoV-2, que receberam anteriormente uma vacinação primária de duas doses contra a covid-19 SARS-CoV-2 com a vacina atualmente em uso (AZD1222) ou de uma vacina que utiliza a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) contra a covid-19, como as da Pfizer e da Moderna.
Também será verificada a eficácia da candidata a imunizante sendo aplicada como vacinação homóloga primária de duas doses para pessoas soronegativas para SARS-CoV-2 que não estão vacinadas”.
Nesse caso, os pesquisadores querem testar uma espécie de esquema misto, com a aplicação de uma primeira dose da vacina da AstraZeneca já utilizada no país e a segunda dose da nova versão do produto.
A empresa planeja testar esse esquema em 2.475 participantes no Brasil, Reino Unido, África do Sul e Polônia. No Brasil está prevista a participação de 800 pessoas, além da Bahia, no Distrito Federal, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo.






