Após três meses consecutivos de alta, produção industrial baiana cai 3,3%


Em setembro, a produção industrial da Bahia, descontados os efeitos sazonais, voltou a cair (-3,3%), após três meses consecutivos de alta, e apresentou o 3º maior recuo entre os 15 locais pesquisados, ficando acima apenas de São Paulo (-3,9%) e Amazonas (-5,2%).

O desempenho também foi pior que a média nacional (-1,8%) e acompanhou o movimento de queda registrado em sete áreas. Nessa comparação, os melhores resultados da indústria foram registrados no Ceará (3,7%), Pará (3,5%) e em Pernambuco (1,7%).

Frente a setembro de 2017, a produção industrial baiana também caiu (-2,6%), após ter crescido por três meses seguidos. Teve desempenho pior que a média nacional (-2,0%) e acompanhou o movimento de retração verificado em sete dos 15 locais pesquisados.

Nesse confronto, a produção industrial caiu mais no Amazonas (-14,8%), em São Paulo (-6,6%) e Goiás (-4,2%), enquanto os destaques positivos foram para Pernambuco (15,9%), Pará (14,1%) e Rio Grande do Sul (12,4%).

Mesmo com os resultados negativos de setembro, a produção industrial na Bahia ainda acumula uma ligeira alta em 2018 (0,2%), embora bem abaixo a média nacional (1,9%) e o menor crescimento entre os locais pesquisados.

Já no acumulado nos 12 meses encerrados em setembro, a indústria do estado manteve-se estável (0,0%), diminuindo ainda mais o ritmo de expansão que, nessa comparação, cai desde junho (quando havia chegado a 1,9%). Também mantém um desempenho inferior à média nacional (2,7%).

Produção de veículos e fabricação de alimentos

O recuo de 2,6% na produção industrial da Bahia, na comparação com setembro de 2017, foi resultado do desempenho negativo da indústria de transformação (-2,9%), com quedas em sete das 11 atividades pesquisadas separadamente no estado. A indústria extrativa (3,4%), por sua vez, teve alta.

Os principais impactos negativos para a indústria do estado vieram justamente dos setores que mais haviam puxado para cima a produção em agosto: veículos automotores, reboques e carrocerias (-12,7%), com quedas em todos os produtos, inclusive os automóveis; e produtos alimentícios (-11,2%), com influência da menor fabricação de açúcar cristal e de produtos à base de soja.

Ambos os segmentos apresentaram recuos após três meses de importantes altas para a atividade industrial no estado, sobretudo as do setor de veículos. Ainda assim, se mantêm positivos no acumulado em 2018, com crescimentos de 20,3% (veículos) e 4,5% (alimentos).

O recuo da atividade fabril em geral na Bahia só não foi maior em setembro porque setores de peso na estrutura industrial do estado tiveram altas. Foi o caso da Fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (+2,6%), que teve o primeiro aumento de produção em quase um ano (desde outubro de 2017), e da Metalurgia (+7,9%).

*Por Agência IBGE de Notícias

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