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Aniversário de Camaçari: figuras tradicionais do Centro fortalecem regionalidade da cidade

O Destaque1 ouviu os relatos dos trabalhadores que fazem parte da história da cidade.

Melissa Duarte

Publicado

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Foto: Patrick Abreu/Destaque1

Há 262 anos Camaçari se emancipava e dava o primeiro passo para se tornar a cidade que é atualmente. Já foi chamada de Aldeia do Divino Espírito Santo, Vila de Nova Abrantes do Espírito Santo, Vila de Abrantes, Montenegro, e em 1938, através do decreto n° 10.724 de 30 de março, foi decidido que o nome do município seria Camaçari, de origem tupi-guarani, que significa “árvore que chora”.

Desde o início, toda luta foi travada por pessoas que geralmente não são destacadas e valorizadas: camaçarienses reais que trabalham e fazem a diferença todos os dias, homens e mulheres que marcam o cotidiano da população e carregam uma grande carga de regionalidade. Em homenagem ao aniversário da cidade, celebrado nesta segunda-feira (28), o Destaque1 ouviu os relatos dos trabalhadores que fazem parte da história da cidade.

Aos 75 anos, Antônio Ferreira trabalha todos os dias no Centro de Camaçari com a venda de remédios naturais, que expõe na linha de trem. Mesmo com todas as dificuldades, ele afirma ser muito feliz com o que faz.

Antônio Ferreira. Foto: Patrick Abreu/Destaque1

“Desde 1995 eu trabalho vendendo remédios naturais. Tenho 10 anos só aqui nesse ponto, todo mundo me conhece, e fico muito alegre de poder trabalhar e ser conhecido pelo cidadão honesto que sou. Vou continuar até quando eu puder”, conta.

Produtos naturais. Foto: Patrick Abreu/Destaque1

Já Maria Marta Viera, de 61 anos, mais conhecida como Marta da Feira, é uma representação ativa de todas as mulheres fortes da cidade. Atuante em um box no Centro Comercial, onde vende frutas e legumes, ela estampa com muito orgulho o amor pela cidade e por sua profissão. “Camaçari é uma mãe para mim; ela me adotou e me acolheu amorosamente nesses 49 anos em que vivo aqui. Eu amo essa cidade e tudo o que ela me proporcionou: minha profissão e meu comércio”, declara.

Marta Vieira. Foto: Patrick Abreu/Destaque1

Segundo a comerciante, ela se sente como uma figura pública e isso se deve ao fato de se doar totalmente para o trabalho e conhecer todas as pessoas que passam por ali todos os dias. “Sou uma figura pública pois indiretamente atendo um grande número de pessoas e gosto de deixá-las feliz. Saio de manhã de casa e só retorno à noite. Eu sou pública, e eu amo isso”, afirma.

Maria ainda afirma que hoje, com 40 anos de luta, consegue enxergar a mulher forte que é, e tem muito orgulho de  ter conseguido sustentar os filhos mediante seu esforço.

“Hoje eu tenho noção de que sou comerciante, empreendedora e uma mulher empoderada. Com as vendas, consegui criar meus filhos e transformá-los em homens críticos e do bem”, pontua.

Box de frutas e verduras. Foto: Patrick Abreu/Destaque1

O ourives Manuel Martins, 80 anos, trabalha há 20 anos na Praça Montenegro e não tem pretensão de parar. Sua profissão consiste na venda e conserto de artigos trabalhados em ouro, prata, entre outros. Todo dia ele expõe as peças em uma mesa e espera os clientes aparecerem. “Eu sou um trabalhador informal, ambulante, não possuo loja física, mas isso não me abala em nada. Estou há 20 anos aqui na frente da farmácia e me sinto tranquilo”, afirma.

Manuel Martins. Foto: Patrick Abreu/Destaque1

Sobre sua relação com Camaçari, ele descreve a cidade como terra das oportunidades e o local onde conseguiu sustentar sua família e ser a pessoa que é hoje, e que isso também o motiva para continuar.

“Camaçari para mim é tudo. Estou aqui há 46 anos, formei meus filhos aqui… essa cidade me trouxe muitas alegrias. Conheço muita gente e meus clientes são fiéis”, declara.

Joias. Foto: Patrick Abreu/Destaque1

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