Protagonizada por indígenas Tupinambá, “O Canto da Lua” estreia no YouTube na próxima quarta-feira (20), no canal Mensagens da Terra, às 20h. A animação mistura a estética anime com a narrativa ancestral indígena e reflete sobre uso frequente de tecnologias digitais.
Criação coletiva dos Tupinambá de Olivença e direção de Sebastian Gerlic, a história se passa em uma aldeia indígena adormecida pelas telas dos celulares, o brilho da lua está quase extinto. No entanto, a sabedoria dos anciãos e a força do Pajé acendem uma nova jornada de reconexão e despertar coletivo.

O evento de lançamento acontece neste sábado (16), às 19h, na Comunidade “Olhos D’Água”, uma das 24 aldeias do Povo Tupinambá de Olivença, localizada na zona rural do município de Ilhéus, a 2 km da rodovia BA-001. Na segunda-feira (18), às 19h, tem lançamento aberto ao público na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), no Campus Jorge Amado, no mesmo município.
Considerado o “primeiro anime dos trópicos”, também será exibido durante o Festival do Fogo Sagrado e Jogos Tradicionais Indígenas, na Aldeia Tabaçu Reko Ypy, Território Piaçaguera, no Litoral Sul de São Paulo. Durante todo o mês de agosto, a animação será exibida em escolas públicas de Cabrália e Olivença, na Bahia.
A ideia e história original foram cocriadas em 2014 por um grupo de Tupinambás, protagonizado por Atã Xohã, Potyra Tê, Mbo’essara, Nynhã Gwarini, Irany, Tamanduá e outros, em cocriação com Maya Pataxó Hãhãhãe, Nara Oliveira, Ricardo Lopes, Keyane Dias, Sília Moan, Andrea Biancovilli, Fernanda Martins e Sebastián Gerlic.
“A animação é um despertar para que as pessoas entendam que as tecnologias, apesar de serem ótimas para muitas coisas, estão distanciando as crianças das rodas de conversa com os anciãos, deixando de lado um ritual importante da aldeia, afastando as pessoas da Natureza. Isso está acontecendo na sociedade em geral, não é apenas com os povos indígenas”, afirma Kamaywha Tupinambá, que dá voz a uma das protagonista e atuou como produtora local.
O projeto tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura (Secult) via Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura.




