Criado em 1979, o Afoxé Filhas de Gandhy foi o primeiro bloco feminino a desfilar no carnaval de Salvador. Com quase 50 anos de tradição, o movimento cultural lançará na próxima quarta-feira (19) o primeiro documentário do grupo, contando histórias, desafios, depoimentos que construíram a identidade do bloco. Na véspera do dia da Consciência Negra, o Museu Eugênio Teixeira Leal contará com uma sessão exclusiva para convidados.
Com 30 minutos de duração, o documentário produzido pela João de Barro Filmes, reúne lideranças, fundadoras e jovens integrantes para contar a história do Afoxé Filhas de Gandhy. De acordo com uma das gestoras do bloco, Silva Magda, esse lançamento também representa uma luta social. “O principal motor deste projeto foi o profundo senso de justiça histórica e admiração. Ver a força, a fé e a resiliência dessas mulheres que, em 1979, ousaram ser as primeiras a desfilar como um bloco feminino em meio a um espaço dominado por homens é algo que precisava ser registrado. O legado que esperamos preservar é o do empoderamento feminino através da cultura e da fé”, destacou.
Após o lançamento, o bloco pioneiro planeja conseguir parcerias para levar o documentário à escolas e comunidades, além de iniciar a digitalização e catalogação do valioso acervo histórico das Filhas de Gandhy.




