O governo federal incluiu definitivamente gestantes, puérperas e lactantes, com ou sem comorbidades, no grupo prioritário de imunização contra a Covid-19. A alteração na Lei 14.124, que trata do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação, foi publicada Diário Oficial da União desta sexta-feira (30). 

Pela norma, crianças e adolescentes com deficiência permanente, com comorbidades ou privados de liberdade, também passam a fazer parte do grupo prioritário de vacinação contra a Covid-19, “conforme se obtenha registro ou autorização de uso emergencial de vacinas no Brasil para pessoas com menos de 18 anos de idade”.
A inclusão de gestantes e adolescentes no grupo foi motivada por uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinava ao Ministério da Saúde a análise da inclusão dos adolescentes no Plano Nacional de Imunização (PNI). Mendes argumentou que, diante da existência de adolescentes com comorbidades e da adequação da vacina da Pfizer a esse público, não faria sentido limitar a vacinação apenas a maiores de idade.
A vacina contra a Covid-19 da Pfizer foi a primeira a receber o registro definitivo no Brasil. Em junho, o imunizante da farmacêutica americana contra o novo coronavírus obteve o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para aplicação em grupos com 12 anos de idade ou mais.
Na última terça-feira (27), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que assim que for concluída a vacinação de maiores de 18 anos o Brasil iniciará a vacinação de adolescentes com idades entre 12 e 17 anos.





