À favor da diversidade, roda de conversa debate sobrevivência da comunidade LGBTQI+ em Camaçari

Comemorado nesta sexta-feira (17), o Dia Internacional Contra a Homofobia foi marcado por uma roda de conversa sobre o tema no Teatro Alberto Martins, em Camaçari. O encontro Pelo Direito de Ser Quem Somos contou com palestras e debates sobre as lutas na comunidade LGBTQI+.

A secretária de Desenvolvimento Social e Cidadania, Andrea Montenegro, disse ao Destaque1 que o evento é uma forma de resistência. “Esse dia pretende dar voz e visibilidade, que a gente levanta a voz contra a os ataques homofóbicos, pelo direito de ser quem somos”, afirmou.

A secretária também contou que as políticas públicas são uma forma de acolhimento e conscientização.

 

O psicólogo Washington Luan falou sobre questões comportamentais na descoberta do público LGBTQI+. Foto: Hyago Cerqueira

Formado em Ballet Clássico pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), o camaçariense e ativista LGBT, Louro Brasil, foi um dos palestrantes do evento e enfatizou que este é um momento de luta para todas as minorias do país.

Louro Brasil, ativista. Foto: Hyago Cerqueira

Me sinto lisonjeado por ter sido convidado para um evento desse, e acho muito importante, ainda mais na polarização que estamos vivendo no país atualmente. Nós estamos vivendo em um país que optou pela direita e estamos caminhando para a extrema direita, e isso é muito perigoso, não só para os LGBTs, mas para todas as minorias, negros, índios, mulheres. Então é de extrema importância que a gente fale sobre isso, de onde nós viemos, desde as décadas passadas, como nós sofríamos, como isso foi amenizado, e como isso está voltando. Estamos vivendo um retrocesso e então, temos que fazer a nossa parte como sociedade civil. Afinal, a população LGBT paga impostos como qualquer outro e têm os seus direitos como qualquer outra pessoa.

Camaçari foi a primeira cidade da Bahia a realizar uma cerimônia de casamento homoafetiva. No entanto, há diversos aspectos a serem melhorados no que se diz respeito à diversidade. O presidente do Grupo Gay de Camaçari (GGC) e do Conselho de Saúde Municipal, Paulo Costa, questionou o engavetamento do projeto do Conselho LGBT na Câmara Municipal. “O atual governo de Camaçari ainda falha em alguns aspectos. O Conselho LGBT esta travado na Câmara de Camaçari. O projeto foi engavetado e não vai pra frente, nós temos uma bancada cristã muito forte aqui na cidade, mas as pessoas têm que entender que isso não é política, não é religião, é uma demanda social”, disparou.

Anderson Assis, produtor cultural. Foto: Hyago Cerqueira

Para o produtor cultual, Anderson Assis, o evento é uma forma de pedir igualdade para o público LGBTQ+. “Isso aqui é por igualdade, é muito importante, porque a diferença está na cabeça das pessoas, e temos que mostrar pra elas que não existe isso. Somos pessoas como todas as outras e merecemos respeito”, enfatizou.

Com base nos dados da Rede Trans Brasil, nos quatro primeiros meses deste ano, 153 pessoas LGBTs foram assassinadas no país. A população trans é a mais atingida por essa violência. Ainda segundo a entidade, a cada 26 horas, aproximadamente, uma pessoa trans é assassinada no país. De acordo com o Grupo Gay da Bahia (CGB), a cada 19 horas, uma pessoa LGBT é assassinada no país. Somente em 2018, 420 pessoas foram assassinadas no Brasil por serem LGBTs.

Um comentário em “À favor da diversidade, roda de conversa debate sobrevivência da comunidade LGBTQI+ em Camaçari

  • sexta-feira, 17 de maio de 2019 em 18:29
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    Parabéns a todos que se empenharam para esse evento ter cido realizado, tantos aos meu amigos LGBT E a senhora Andreia por ter a sensibilidade de intender a importância do assunto e dar esse pontapé, a esse evento, é aos senhores Paulo paixão, Paulo tino e a Dr Juliane e outros como eu também, por ter cido aqueles que la atrás deram o pontapé Inicial de tudo isso em outros governos. Parabens a todos por esse lindo evento de hoje

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