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Esporte

A dança dos técnicos do futebol brasileiro e o triunfo de Dilma Mendes, por Fabio Sena

Fabio Sena

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O futebol brasileiro e sua ciranda dos técnicos. Em um país com um número de desempregados muito elevado, a profissão de técnico de futebol é uma das mais instáveis no mercado. Manter-se no mesmo clube por mais de um ano é uma missão quase impossível. Nos últimos dias, ocorreu mais um capítulo dessa história. Em um período de pouco mais de 24h quatro profissionais foram demitidos após insucessos na rodada do Brasileirão da Série A.

No Brasil, os ditos bons trabalhos dos técnicos estão diretamente ligados à conquista de títulos. Quando isso não acontece, os torcedores começam com críticas e as diretorias de maneira geral trocam o comando das equipes para não perder popularidade com seus sócios torcedores e esconder os erros do planejamento da temporada.

Odair Hellman do Inter, que perdeu a copa do Brasil já começa a sentir essa cobrança, e até o queridinho do momento, Jorge Jesus, do Flamengo, se tiver um insucesso contra o Grêmio na libertadores poderá sofrer com essas cobranças.

No futebol baiano, tanto Bahia quanto Vitória já trocaram seus treinadores nessa temporada. No tricolor, Roger substituiu Ederson Moreira após fracassos na Sul-Americana e na Copa do Nordeste. Na época, o presidente do Bahia que não é adepto dessas mudanças até bancou Ederson por algumas semanas, mas não resistiu à pressão das arquibancadas e acabou demitindo o treinador após os constantes maus resultados.

No Vitória, a equipe já está no seu quinto comandante no ano. Já passaram pelo Barradão: Marcelo Chamusca, Cláudio Tencati, Osmar Loss, Carlos Amadeu e atualmente o time é dirigido por Geninho. Essas constantes mudanças comprovam os erros no planejamento e principalmente nas contratações do rubro negro baiano que segue amargando a zona de rebaixamento para Série C.

E com Geninho no comando, o Vitória foi até Bragança Paulista enfrentar o líder Bragantino e voltou com mais uma derrota por 2 a 0. Antes, na estreia do treinador a equipe já havia empatado na Fonte Nova contra o Atlético-GO. Diante disso, é possível concluir que o problema da equipe não ocorre por incapacidade no comando da equipe e sim por limitações técnicas. Não quero afirmar que Geninho não é capaz de livrar o time da Série C, mas isso não apagará a falta de qualidade técnica dessa equipe que não honra a história do clube.

Para finalizar, o papo sobre técnicos de futebol, gostaria de deixar os parabéns mais que merecidos a maior treinadora de Fut7 do planeta, Dilma Mendes. Essa mulher que é orgulho para Camaçari, multi campeã, responsável pela formação de tantos atletas na nossa cidade. Para você Dilma, deixo o nosso muito obrigado pelos ensinamentos, pelo exemplo e parabéns por mais essa conquista.

 

Fabio Sena é administrador  de empresas com pós-graduação em Gestão  da Produção. Camaçariense com muito orgulho e fanático  por futebol. Escreve todas as segundas-feiras. @equipegolfc,  jornalismo@destaque1.com

 

*Este espaço é plural e tem o objetivo de garantir a difusão de ideias e pensamentos. Os artigos publicados neste ambiente buscam fomentar a liberdade de expressão e livre manifestação do autor(a), no entanto, não necessariamente representam a opinião do Destaque1.

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