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A corrida da vacina e o passo lento do governo federal, por Kaique Ara

A expectativa de um imunizante que nos leve à volta da tão sonhada normalidade.

Kaique Ara

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Vacina Covid-19. Foto: Dado Ruvic/Reuters

O ano de 2021 se iniciou com grandes expectativas para os brasileiros sobre a tão esperada vacina contra a Covid-19. O processo de vacinação já instaurado em países da Europa e no próprio Estados Unidos e o sonho da “volta à normalidade” foram os estimulantes para a população brasileira, que ainda sofre com a marca dos 200 mil mortos por conta da pandemia.

Enquanto mais de 50 países iniciaram o processo de vacinação aos seus cidadãos, o Brasil amarga uma forte ausência de estratégia do governo federal para imunização da sua população. A inexistência de um calendário de vacinação e os poucos esforços para garantir os insumos necessários, como agulhas e seringas, fazem parte do cardápio de incompetência do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Coube aos governadores, em reunião com o ministro da Saúde no último dia 6, a pressão política na tentativa de uma ação mais enérgica de âmbito nacional.

Além da inoperância da presidência da República, Bolsonaro também tem colecionado depoimentos e atitudes pouco honrosas para a dimensão do cargo que ocupa. A corrida pela “paternidade” do imunizante, disputada pelo atual presidente e pelo governador de São Paulo, João Dória (PSDB), tem colocado a vaidade à frente do bem comum do povo brasileiro.

Enquanto cientistas respeitados mundialmente e órgãos de controle estrangeiros apontam a eficácia de vacinas como a de Oxford/AstraZeneca, Pfizer/BioNTech, Moderna e Coronavac, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) peca na letargia de respostas e na liberação de um imunizante. A corrida por respostas sobre a eficácia de um imunizante teve como seu grande vencedor o histórico e importante Instituto Butantan, que em seus estudos apontou 100% de eficácia da vacina em casos graves e moderados. O aval da Anvisa seria o único elemento para o início da imunização.

Na Bahia, o governador Rui Costa (PT) dá um grande exemplo de gestão pública, apelando para que o presidente “atrapalhe menos” e contrariando a cartilha do governo federal. O governador correria anunciou ontem (8) a compra de refrigeradores e insumos para a vacinação dos baianos, que, segundo ele, será iniciada o quanto antes.

Kaique Ara é professor de História e mestrando em Estado, Governo e Políticas Públicas.

*Este espaço é plural e tem o objetivo de garantir a difusão de ideias e pensamentos. Os artigos publicados neste ambiente buscam fomentar a liberdade de expressão e livre manifestação do autor(a), no entanto, não necessariamente representam a opinião do Destaque1.

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