Ossos de vidro: após três meses de luta, Guilherme passa por cirurgia hoje

O jovem e sonhador Guilherme Souza, de 14 anos, convive desde seu nascimento com osteogênese imperfeita tipo 1 de silence, a enfermidade conhecida como ossos de vidro faz parte de um grupo de doenças hereditárias caracterizadas por ossos frágeis que se quebram com facilidade. Por conta da fragilidade óssea, em dezembro de 2018 Gui fraturou o fêmur da perna esquerda e desde então passava por dificuldades para se locomover.

Gui passa por cirurgia hoje (22), às 13h30, no Hospital Santana Helena, em Camaçari.  De acordo com a família, o tratamento custará cerca de R$ 63 mil. Com o apoio de amigos, a família do garoto realizou várias ações para arrecadar o valor, como rifas, festas e vaquinha.

O material implantado na perna de Guilherme é a Hastes Telescópicas de Fassier-Duval (Pega Medical), uma barra metálica de auto extensão para uso na fixação de fraturas de ossos longos. De acordo com o médico responsável, Antônio Gonçalves, o material reduz o risco de novas fraturas em até 90%.

Pensando em outras crianças que estão na mesma situação que ele, ou em outros níveis da doença, Gui afirma que acreditar é o que o faz ser forte.

Foto: Hyago Cerqueira

É importante que outras crianças assim como eu, sonhem, não fique de cabeça baixa e continuem acreditando que um dia a gente olhe para trás e veja tudo que a gente passou

A osteogênese imperfeita é uma doença rara e não tem cura. Segundo o Ministério da Saúde, a enfermidade atinge cerca de 12 mil pessoas no Brasil.

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