Mais de 1 milhão de idosos convivem com Alzheimer no Brasil

Uma das variações da demência, o Alzheimer é comum em pacientes faixa etária da terceira idade. Segundo o Ministério da Saúde, a prevalência com pessoas com 65 anos ou mais é de 11,5%. A Associação Brasileira de Alzheimer aponta que 1,2 milhão de brasileiros convivem com esse tipo de doença.

Só no ano passado, foram registados na Bahia 29 internações e 409 mortes relacionadas à doença, segundo a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab). Apesar de não ter cura, existe tratamento para aliviar os sintomas do Alzheimer.

Os medicamentos e os serviços multidisciplinares para melhorar a qualidade de vida dos pacientes estão disponíveis na rede pública de saúde do Brasil. Essa iniciativa inclui fonoaudiólogo, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional e suporte psicológico e familiar. Atualmente, 139 Centros Especializados em Reabilitação pelo País fornecem esse atendimento global aos pacientes. Além disso, o SUS também distribui a Memantina, usado no tratamento de pessoas com Alzheimer.

A doença se manifesta a partir da atrofia do cérebro, que perde neurônios e sinapses. Além disso, o acúmulo da proteína beta-amiloide na massa encefálica também contribui para as alterações.

Presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (HUB), Marco Polo Dias Freitas explica que a família deve estar atenta a esses sinais. O especialista também ressalta que a perda de memória não significa necessariamente uma doença. “Para falar do ponto de vista de demência, é quando a pessoa começa a perder habilidades adquiridas e deixa de fazer coisas que aprendeu ao longo da vida, muitas vezes são habilidades mais complexas. Aí começa a ser preocupante”.

Doença degenerativa e progressiva, a demência leva os pacientes a três fases:

Leve: é comum que os pacientes tenham perda de memória recente e fiquem desorientados em relação ao tempo e espaço, além de poderem apresentar sinais de agressividade e queda de motivação.

Moderada: com a progressão da doença, o esquecimento se torna mais profundo, e o paciente tem mais dificuldades de lembrar acontecimentos e nomes de conhecidos. Ele passa a depender da ajuda de cuidadores para realizar a higiene pessoal e apresenta dificuldades na fala.

Grave: no período mais avançado, o resgate de memórias mais enraizadas também representa um grande esforço para o paciente, como lembrar-se de amigos e parentes. Nessa fase, a capacidade motora também fica mais comprometida.

A perspectiva de vida para os diagnósticos de Alzheimer é de 10 a 15 anos. Como os medicamentos são pouco eficazes para retardar a doença, Marco Polo frisa que a terapia multidisciplinar é uma alternativa que melhora a qualidade de vida.

Ao procurar o Sistema Único de Saúde (SUS), os familiares e pacientes têm acesso ao tratamento integral e gratuito, o que inclui diagnóstico, medicações e monitoramento da doença. Para tanto, são realizados exames de imagem do cérebro, como tomografias e ressonâncias, mas a avaliação clínica é ainda mais preponderante na definição do quadro.

*Informações do Ministério da Saúde e Associação Brasileira de Alzheimer

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