IPCA da RMS acelera pelo segundo mês consecutivo e fica próximo à média nacional

 

Em outubro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medida oficial da inflação do país, acelerou pelo segundo mês consecutivo na Região Metropolitana de Salvador (RMS) e ficou em 0,46%.

Ficou, assim, acima da taxa de setembro deste ano (0,35%), igualando-se ao índice de outubro de 2017 (0,46%). A inflação de outubro/18 na RMS foi bem próxima à do país como um todo (0,46%).

No mês, o IPCA ficou mais alto na Região Metropolitana de Porto Alegre (0,72%), no município de Campo Grande (0,71%) e na Grande Vitória/ ES (0,70%). Por outro lado, os menores índices foram registrados no município de São Luís (MA) (0,37%) e nas regiões metropolitanas de Recife (0,21%) e do Rio de Janeiro (0,21%).

Com a aceleração de outubro, o IPCA acumulado no ano na Região Metropolitana de Salvador subiu para 3,78%, havia ficado em 3,30% em setembro, situando-se ainda um pouco abaixo da média nacional (3,81%). Nos 12 meses encerrados em outubro, o índice também acelerou discretamente em Salvador, para 3,61%, frente aos 3,60% dos 12 meses encerrados em setembro. Entretanto, também se mantém menor que o do país como um todo (4,56%).

Alimentação, bebidas e transportes

Em outubro, a inflação medida pelo IPCA na Região Metropolitana de Salvador (0,46%) foi bastante disseminada, com altas em oito dos nove grupos de produtos e serviços que compõem o índice. Ainda assim, os aumentos em Alimentação e Bebidas (0,65%) e Transportes (0,88%) responderam por ¾ do IPCA do mês na RMS.

Os preços médios dos alimentos aceleraram pelo segundo mês consecutivo, com contribuição maior dos itens consumidos em casa (+0,94%). Um exemplo foi o tomate, que, com uma forte elevação de 47,85% em outubro, se tornou o produto com maior aumento acumulado no IPCA do ano de 2018, em Salvador.

Outros produtos alimentícios com altas importantes no mês foram pão francês (+4,14%), queijo (+5,91%), batata-inglesa (+17,66%) e frango inteiro (2,20%).

Entre as despesas com transporte, a gasolina, com aumento de 2,53%, voltou a ser o item que, individualmente, mais contribuiu para a alta do IPCA de outubro na RMS. Já havia sido assim em setembro, quando a gasolina tinha subido 2,28%. O combustível vem aumentando seguidamente desde julho e tem a terceira maior alta acumulada no ano (21,90%).

Os aumentos das passagens aéreas (+10,54%) e do etanol (+2,83%) também foram importantes pressões inflacionários dos transportes em outubro, na região.

Vale destacar ainda o aumento, em outubro, dos gastos com Saúde e Cuidados Pessoais (+0,59%), que tiveram sua segunda maior taxa neste ano, na RMS, puxados, sobretudo, por produtos de cuidados pessoais (+0,95%) e pelos planos de saúde (+0,68%).

As despesas com Habitação foram as únicas que tiveram queda, em média (-0,14%), na RM Salvador, em outubro. Uma das principais influências nesse sentido veio da energia elétrica (-2,83%), que teve sua segunda deflação seguida, embora ainda acumule, no ano de 2018, a segunda maior alta (23,49%).

Os recuos do grupo Habitação e da energia elétrica na Região Metropolitana de Salvador foram em sentido contrário ao que se verificou na média do país, em que houve alta tanto da energia (0,12%) quanto das despesas com moradia como um todo (0,14%).

INPC

Na Região Metropolitana de Salvador, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação das famílias com menores rendimentos, também acelerou pelo segundo mês consecutivo e ficou em 0,44% em outubro, (havia sido de 0,20% em setembro). Situou-se, assim, acima da média nacional (0,40%).

No acumulado no ano, o INPC da RMS ficou em 3,27%, ainda abaixo da média nacional (3,55%); nos 12 meses terminados em outubro, o índice acumula alta de 2,94%, frente a uma média nacional de 4,00%.

*Por Agência IBGE de Notícias

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