IPCA-15: Prévia da inflação na RMS fecha o ano em 3,58%

Em dezembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que funciona como uma prévia da inflação oficial (medida pelo IPCA), voltou a cair na Região Metropolitana de Salvador (RMS) e ficou em -0,15%. Em novembro, já havia apresentado leve deflação, de -0,03%.

O resultado (-0,15%) foi a menor prévia da inflação de dezembro para a RMS desde 2012, quando se iniciou a série histórica regional do IPCA-15. Também ficou bem próximo da média para o país (-0,16%).

Das 11 áreas pesquisadas, apenas a Região Metropolitana de Belém (0,27%) teve alta no IPCA-15 em dezembro. Todas as demais apresentaram variações negativas, com destaques para Brasília (-0,30%), RM Belo Horizonte (-0,25%) e RM Curitiba (-0,23%).

Com o resultado de dezembro, o IPCA-15 da RMS fechou o ano de 2018 em 3,58%, um pouco abaixo da média nacional (3,86%), embora acima do índice acumulado no ano de 2017 (2,35%).

Em 2018, a prévia da inflação foi maior nas regiões metropolitanas de Porto Alegre (4,64%) e São Paulo (4,13%) e menor nas de Belém (2,72%) e Recife (2,99%).

Queda nos preços dos combustíveis e grupo transportes

Dos nove grupos de produtos e serviços que formam o IPCA-15, seis tiveram quedas em dezembro, na Região Metropolitana de Salvador.

Com o maior recuo, os gastos com Transportes (-1,79%) tiveram sua segunda queda seguida e foram os que mais puxaram a prévia da inflação do último mês do ano para baixo, na RMS.

A variação negativa do grupo foi fortemente influenciada pelos combustíveis (-8,08%). A gasolina (-8,90%) foi o item que individualmente mais contribuiu no sentido de conter a prévia da inflação de dezembro, em Salvador. O etanol (-7,27%) e o diesel (-2,83%) também mostraram retrações, enquanto o gás veicular teve variação positiva (0,05%).

Também mostrando a segunda deflação seguida, o grupo saúde e cuidados pessoais (-1,02%) exerceu a segunda principal contribuição para baixo no IPCA-15 de dezembro, na RMS, sobretudo em razão das quedas em itens de higiene pessoal (-5,46%) como perfumes (-9,43%) e produtos para pele (-11,89%).

Outra influência individual importante em dezembro veio da energia elétrica residencial (-5,12%). Ela caiu pelo terceiro mês consecutivo, reduzindo sua pressão inflacionária no ano, embora ainda fechando 2018 com um aumento de 10,59%.

Em dezembro, na RMS, a deflação pelo IPCA-15 só não foi maior principalmente em razão do aumento médio dos preços do grupo alimentação e bebidas (1,12%), que exerceu a principal pressão de alta no índice do mês.

Os alimentos tiveram em dezembro seu terceiro aumento seguido no IPCA-15, com altas tanto naqueles consumidos no próprio domicílio (1,46%) quanto na alimentação fora de casa (0,40%).

Produtos importantes no dia a dia das famílias aumentaram muito em dezembro, a exemplo da cebola (60,56%), do tomate (24,61%) e da batata-inglesa (27,90%). O tomate e a cebola foram, nessa ordem, os itens com os maiores aumentos de preço no ano de 2018, segundo o IPCA-15 (66,57% e 43,36%, respectivamente).

Além dos produtos alimentícios, as passagens aéreas também tiveram alta importante em dezembro (33,53%) e exerceram a principal pressão inflacionária individual no IPCA-15 do mês, na Região Metropolitana. No ano de 2018, elas ficaram com o terceiro maior aumento acumulado (25,58%).

*Agência IBGE de Notícias

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