Fábricas de fertilizantes da Petrobas em Camaçari e Sergipe serão desativadas em janeiro

A Petrobras anunciou hoje (30) o adiamento da hibernação (desativação) das unidades da Fafen, fábrica de fertilizantes, localizadas em Camaçari (BA) e Laranjeiras (SE). A nova data agora é 31 de janeiro de 2019.

Conforme comunicado da estatal, esse tempo adicional “é necessário para a conclusão da análise das alternativas à hibernação, desde que mantidos os níveis mínimos de rentabilidade da Petrobras”.

Dentre as alternativas apontadas pela companhia está um possível processo de arrendamento das fábricas a terceiros. As alternativas estão sendo avaliadas em conjunto com representantes dos governos e federações das indústrias dos estados de Sergipe e da Bahia e demais participantes dos grupos de trabalho.

Em março deste ano, a hibernação havia sido suspensa por 120 dias, sendo o prazo limite o dia 31 de outubro. Porém, pressões políticas adiaram a medida.

Camaçari

A Fafen na Bahia está localizada no Polo Petroquímico e iniciou suas atividades em 1971, produzindo fertilizantes nitrogenados a partir do gás natural. É considerada empresa pioneira no Polo por ser um conjunto de fábricas integradas onde cada uma fornece insumos e produtos às outras, a exemplo de Oxiteno e Proquigel, formando uma cadeia inteira, inclusive ligadas fisicamente por dutos.

Em análise no mês de março deste ano, a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) afirmou que a suspensão do fornecimento de amônia afetaria diretamente a produção dessas empresas, também atingindo, à jusante, várias outras empresas, como Monsanto, Copenor, IPC do Nordeste, Braskem, Carbonor etc. Além de provocar impactos significativos em cadeia com a suspensão do fornecimento de outros insumos, como ureia, gás carbônico e ácido nítrico – o que impactaria, também, o setor de agronegócios do país.

Com o impacto direto na empresa Carbonor S.A, o Sindipetro teme pelos pacientes em hemodiálise, já que esta é a única detentora de tecnologia de produção de bicarbonato de sódio para uso farmacêutico e em especial para hemodiálise no Brasil, atendendo, inclusive, outros países da América do Sul.

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