Em defesa de Lula, MST marcha de Camaçari a Salvador

O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) iniciou a Marcha Estadual Lula Livre nesta quarta (10), em Camaçari. A marcha saiu da praça Desembargador Montenegro, por volta das 15h, e segue em direção ao Centro Administrativo da Bahia, em Salvador, totalizando um percurso de 48 km.

Cerca de três mil trabalhadores e trabalhadoras sem terra de 10 regiões da Bahia caminham em defesa da liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da Reforma Agrária, pauta principal do movimento. A ação junta-se às atividades mundiais da Jornada Lula Livre no mês que marca um ano da prisão do ex-presidente.

A mobilização integra ainda a Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária, realizada pelo MST em todo país, entre os dias 10 e 17 de abril, contra a violência no campo e em memória dos trabalhadores e trabalhadoras sem terra assassinados no Massacre de Eldorado dos Carajás.

Em ato realizado na praça Desembargador Montenegro, no Centro de Camaçari, os trabalhadores rurais criticaram a prisão de Lula e protestaram contra a paralisação da reforma agrária e a reforma da previdência.

Ato do MST na praça Desembargador Montenegro em Camaçari. Foto: Jonas Santos

De acordo com o MST, a Reforma Agrária tem sofrido graves ataques e os trabalhadores rurais acumulado uma série de perdas de direitos, como a recente proposta de modificação dos critérios para aposentadoria rural inserida na Reforma da Previdência do Governo Bolsonaro.

O coordenador do MST na Bahia, Evanildo Costa, aponta o caráter de repúdio da marcha à prisão de Lula e “de denunciar este governo que ganhou as eleições fraudando e que agora vem tirando todos os direitos da classe trabalhadora”.

Evanildo também questiona o que classificou como paralisação da reforma agrária, além de cobrar que o governador da Bahia, Rui Costa (PT), cumpra os acordos que foram firmados com o movimento. “Desde o governo Temer a reforma agrária está totalmente paralisada, sem desapropriação, sem crédito, sem habitação, sem assistência técnica. O Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária] totalmente sucateado”, finalizou.

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