Dezembro Vermelho: Brasil registra 40 mil novos casos de AIDS por ano

Muitas pessoas que têm o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) podem levar uma vida normal com o tratamento adequado e disponível no SUS. As políticas públicas adotadas nos últimos anos para o diagnóstico precoce e, especialmente, a distribuição gratuita de remédios, proporcionou mais segurança para quem trabalha, estuda, tem relacionamentos amorosos e relações sexuais.

Os primeiros casos da doença surgiram no fim dos anos 1970, nos Estados Unidos. No Brasil, a primeira notificação foi em São Paulo, em 1980. No fim daquela década, a Aids já era considerada epidemia mundial. De acordo com Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, de 1980 a junho de 2018, foram identificados 926,752 mil casos de Aids no Brasil, com estimativa de 40 mil novos casos por ano.

A taxa de mortalidade pela doença também caiu de 5,7 por 100 mil habitantes em 2014 para 4,8, em 2017. Bebês recém-nascidos estão mais protegidos: a transmissão vertical (da mulher grávida infectada para a criança) caiu 43% entre 2007 e 2017, de 3,5 casos para 2 por cada 100 mil habitantes.

HIV

A Aids é causada pelo vírus HIV, que prejudica o sistema imunológico, isto é, as células que protegem  o organismo de doenças causadas por outros vírus, bactérias e parasitas, além de células que causam câncer. Isso faz com que o corpo humano fique mais vulnerável a tipos raros de cânceres e doenças como pneumocistose, a toxoplasmose, a criptococose e a citomegalovirose.

A transmissão só acontece no contato com fluidos como sangue, esperma, secreção vaginal e leite materno, nos quais o vírus aparece em quantidade suficiente para ser transmitido. Esse contato pode ocorrer durante a relação sexual desprotegida, compartilhamento de seringas, agulhas e objetos cortantes, na transfusão de sangue contaminado, no momento do parto e pela amamentação.

Pessoas infectadas pelo vírus HIV podem permanecer por mais de dez anos sem desenvolver os sintomas de Aids. Isso tudo depende tanto do vírus quanto do organismo infectado. Porém, o diagnóstico e o tratamento precoces são importantes para garantir qualidade e maior expectativa de vida para o portador, além de controlar da transmissão para outras pessoas. Por isso, é importante adotar práticas seguras em todas as relações sexuais, com o uso do preservativo. Em casos de relações sexuais desprotegidas, é essencial fazer o teste.

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