Câmara: vereadores avaliam atuações das bancadas em 2018

Os trabalhos de 2018 encerraram na Câmara Municipal de Camaçari nesta quinta-feira (20) e entre os temas mais pautados dentro da Casa estão infraestrutura e saúde. Ao longo do ano, 1.389 proposições foram colocadas em votação no plenário.

Integrante da bancada governista, o vereador Val Estilos (PPS), em seu primeiro mandato, afirma que o biênio 2017-2018 foi produtivo para o legislativo camaçariense já que diversas indicações foram aceitas e estão sendo executadas pelo Governo Municipal. A partir do ano que vem, o parlamentar passará a ocupar a vaga de 1º suplente na nova mesa diretora da Câmara.

“A Câmara como um todo e todos os vereadores têm se empenhado para poder fazer com que o seu mandato, o mandato de cada um seja pautado em trazer os benefícios para a sociedade. Eu acho que a gente avançou muito porque cada um trouxe as suas proposições, trouxe suas indicações pensando no bem-estar de toda população de Camaçari”, destacou Val.

Do total de proposições, 973 foram indicações, 49 moções de aplauso, 102 moções de pesar, 11 moções de congratulação e 12 moções de repúdio. Além de 64 projetos de lei (PL) de autoria do Legislativo e 31 de autoria do Executivo, 51 projetos de resolução, 95 requerimentos e uma proposta de emenda à Lei Orgânica.

Porém, para o líder do Partido dos Trabalhadores na Casa, vereador Marcelino (PT), 2018 foi ano difícil devido às eleições, mas com saldo positivo para o seu grupo político no resultado do pleito de outubro. O parlamentar reconhece intervenções feitas na cidade, no entanto acredita que é preciso que a administração municipal pense além; pense no social, na geração de empregos, na saúde básica com combate a doenças e distribuição de medicamentos, segurança e redução da evasão escolar.

“E não é uma crítica leviana, desrespeitosa. Ao contrário, eu quero que a cidade fique bem, ficando bem é bom para todos nós. Então, nós do nosso grupo político, nós da oposição, nós PT e PCdoB entendemos que a cidade se perdeu na gestão política. A preocupação com concreto e com massa foi ampliada, mas com o povo não foi ampliada”, disparou.

Ao avaliar, também declarou que a oposição cometeu erros, mas que estes não são capazes de atrapalhar a gestão. “Acho que a gente não conseguiu se comunicar. Estamos há dois mandatos de oposição sem um jornal, por exemplo, temos que repensar isso de falar para a cidade essas coisas. Os nossos mandatos não podem ser que reproduz na Câmara uma posição, mas não reproduz bem na sociedade”, analisou Marcelino. Pensando nisso, defende que também é papel dos vereadores da bancada cobrar e fiscalizar as ações do Governo do Estado em Camaçari.

“Onde é que eu acho que a gente ainda está pecando, que a gente precisa melhorar, porque nós fizemos…a gente não judicializou o Governo. A gente precisa fazer isso até porque para o Governo ter responsabilidade, mas, no mais, a gente fez aqui um debate franco com determinação. Eu faço uma avaliação positiva do que foi a atuação da bancada de oposição aqui”, complementou o líder da bancada, Teo Ribeiro (PT).

Para o ano legislativo de 2019, o petista acredita ser necessário trazer pautas ligadas à área social, de combate à pobreza.

Eleito para o cargo de 2º suplente na composição da nova mesa diretora, o vereador Adalto Santos (sem partido) também ressaltou que o cenário da política nacional impactou diretamente no município, mas mesmo assim foi possível concretizar algumas ações. No próximo biênio, o parlamentar apontou a necessidade de debater, principalmente, a mobilidade urbana, saúde e educação.

A Câmara de Camaçari encerra o ano tendo realizado 46 sessões ordinárias, cinco sessões extraordinárias, uma sessão solene, seis sessões especiais e 15 audiências públicas.

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