Camaçari: comércio estima aumento de 20% nas vendas em dezembro, mesmo com movimento em baixa

Presentes, decorações chamativas, roupas,  acessórios novos e muita luz são algumas das características que marcam o Natal, uma das épocas do ano mais esperadas pelos comerciantes. As diversas lojas do Centro de Camaçari investem em produtos para adultos, crianças e até animais. Porém muito desses empreendedores se queixam do baixo fluxo de vendas neste ano.

Apesar da  variedade de mercadorias novas, os comerciantes da Rua Francisco Drumond se queixam da falta de estacionamento para os clientes, o que segundo eles desfavorece o comércio local. Essa é uma das reclamações de Teresa de Jesus, proprietária da loja Maria Maluca.

Foto: Beatriz Santos

“Estou estimando um aumento de pelo menos 20% em comparação ao ano passado, porém não é isso que está acontecendo, estamos com poucos clientes. A falta de estacionamento faz os clientes mudarem o local de compras. É muito difícil pra gente que fica no prejuízo. Mesmo assim vamos manter a meta até o final do mês para ver se temos resultado”, contou a comerciante.

Clientes das lojas da Francisco Drumond também reclamam da mobilidade para realizarem as compras. A professora Fernanda Silva, 31 anos, afirma que “vivemos em tempos de muita pressa, não temos mais aquela paciência de procurar vagas próximas para estacionar. Sempre fui cliente das lojas dessa avenida, mas com essa mudança, hoje prefiro frequentar e comprar em locais que eu sei que será fácil para estacionar e transitar”.

Assim como dona Teresa, o empresário Alexsandro Conceição mantém uma estimativa de venda entre 15% e 20%. “Preciso manter uma meta razoável para não desanimar, mas que a implantação das ciclofaixas está prejudicando a gente, não podemos negar. Espero alcançar uma boa margem de lucro até o final de dezembro”, finaliza.

Foto: Beatriz Santos

Não é novidade que os clientes aguardam sempre por bons preços, ofertas e promoções. A dona de casa Mariana Souza, 32, diz que essa é a melhor época do ano. “Mesmo com as dificuldades financeiras que passamos, ainda dá para comprar algumas coisas para presentear quem a gente ama. Esse ano as comemorações estão bem fracas, talvez por essa situação, mas eu sigo confiante que a fase vai passar”, aposta.

Já, o gerente da loja Aloha, Edmário Ferreira, afirma que as vendas estão crescendo conforme as expectativas de vendas para esse mês. “Estamos estabelecendo um aumento de 10% . Estamos vendendo muito camisas e bermudas masculinas, colocando uma margem de preço de até R$ 60. Temos de manter preços acessíveis hoje em dia”, conclui o gerente.

O subgerente da loja Pexinxa, inaugurada em 2 de dezembro, Diego Mendes, diz que não estabeleceu uma meta exata, mas está esperando um volume de vendas alto. Para amenizar e manter lucros, a loja optou por ter mercadorias variadas. Os produtos de decoração e petshop são os mais procurados.

Foto: Beatriz Santos

“Preferimos manter as vendas em um número a ser alcançado, mas claro que pelo que entendemos de margens de lucro deveríamos estar vendendo muito mais. Pra mim, sem sombra de dúvidas isso se dá em grande parte pela falta de mobilidade que existe na cidade. Poucos estacionamentos são um dos fatores que afastam os clientes”, afirma Diante da reclamação dos Mendes.

A estudante Ana Lú, 21, conta que pretende comprar calçados  e aproveitar as promoções para presentear. “Eu espero o ano todo praticamente para comprar novas pares de sapatos. Pra gente que é consumista é uma ótima época”, pontua.

O gerente da loja Borges Calçados, Luciano das Virgens, aposta em 15% de aumento nas vendas até o meado do mês. “Vendemos muito sapatos para homens e mulheres com baixos preços, acredito que vamos bater a meta”, assegura.

Diante da reclamação dos comerciantes com relação ao período em que as obras de requalificação estavam sendo realizadas no Centro da cidade, a Prefeitura suspendeu as obras no final de novembro com objetivo de evitar mais transtornos durante o período que antecede as festas de Natal e Ano Novo. Em janeiro, a requalificação continua e deve ser concluída em 60 dias.

De acordo com a  Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)  a projeção de vendas para o Natal de 2018 é de R$ 34,5 bilhões em todo Brasil, ou seja 2,8% a mais em relação a 2017.

Os segmentos que deverão apresentar maior número de vendas, segundo a CNC, serão de hiper e supermercados (R$ 12,3 bilhões), lojas de vestuário (R$ 8,3 bilhões) e de artigos de uso pessoal, domésticos e perfume (R$ 5,2 bilhões), que deve crescer 4,3% na comparação com o ano passado.

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