Brechós ganham espaço no mercado e se tornam alternativa para consumo de moda em Camaçari 

Desapegar, vender, aumentar a renda, economizar e andar na moda pagando pouco são algumas das características de quem ingressa no universo dos brechós ou bazar. Muitas pessoas resolvem expandir o negócio através das redes sociais, e nas plataformas é possível encontrar de tudo, desde roupas, acessórios, bolsas, livros, plantas a móveis.

De acordo com uma pesquisa da eMarketer, em 2017 uma em cada três pessoas no mundo tinham conta em alguma rede social. Ou seja, aproximadamente 2,48 bilhões de pessoas usam alguma mídia social. Ainda segundo o estudo, entre as redes sociais disponíveis, o Facebook se mostra como a preferida, já que aproximadamente 62% da população mundial está conectada à rede.

Essas iniciativas estão mudando o jeito de consumir moda. Cada vez mais pessoas buscam diminuir os excessos e acúmulos, e passam a dar outra cara a roupas antigas ou já usadas, adotando um estilo de moda consciente. Os brechós e bazares são alternativas às grandes lojas para quem deseja economizar e ter um look diferenciado.

Maryane Meira

A jornalista Maryane Meira, 29 anos, é uma das pessoas que aproveitam os altos fluxos das redes para vender seus produtos e aumentar sua renda. Em fevereiro desse ano, ela criou sua página no Instagram, Mary Desapega, uma espécie de loja virtual.

“Eu vislumbrei uma oportunidade de ganhar dinheiro com algumas peças usadas e outras que nunca foram usadas, mas todas estavam em meu guarda-roupa ocupando espaço. Foi a partir dessa conjuntura de pensamentos e ideias que surgiu a oportunidade de criar o Instagram e publicar as peças a preço de bazar, ou seja, um valor que motivasse as pessoas a comprarem num bazar e não apenas uma só peça, como calçados, bolsas e livros”, conta.

Emily Cristina

A oportunidade de ter produtos desejados a baixo custo motiva muitos consumidores a comprarem em brechós. Foi o que aconteceu com a estudante Emily Cristina, 20. “Eu pude encontrar coisas bonitas e confortáveis sem precisar gastar muito e ainda tem a vantagem de muitas peças serem exclusivas. Sem falar na possibilidade de customizar”, destaca.

Emily também faz um alerta para que as pessoas mantenham o verdadeiro significado de brechó.

“Não adianta algumas pessoas nomearem seu negócio como brechó  e vender por preços salgados. Brechó deve ser bom, bonito e barato com peças antigas e conservadas que nos deixam estilosas”, enfatiza.

O perfil do empreendedor mudou no Brasil nos últimos anos. O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), realizou uma pesquisa em 2017 que registrou o aumento de 25% de jovens com idade entre 18 e 34 anos no ramo do empreendedorismo, ou seja, já são 15,7 milhões de brasileiros com suas próprias criações no mercado.

Isadora Oliveira

Ter roupas novas, mudar o estilo e diferenciar o guarda-roupa são algumas das motivações que levaram Isadora Oliveira, 19 anos, a entrar no nicho da vitrine virtual em 2016 com o Brechó Afrodite.

“Sempre gostei de brechó. Em Camaçari não há muitos com preços realmente de brechó. Para esvaziar o guarda roupa e ter acesso a outras peças criei minha página que também abro para a participação de outras pessoas que desejam vender. As peças mais procuradas são as que fazem estilo ‘blogueirinhas’. Os preços variam ente R$ 5 e R$ 30”, comenta Oliveira.

Assim como Isadora, Maryane vende peças a partir de R$ 5. A jornalista ainda conta que no começo teve insegurança no negócio, mas que logo as coisas foram fluindo.

Meus pensamentos contrários de que poderia não dá certo, caíram por terra quando surgiram as primeiras compradoras. Elas agendavam um horário e eu as recebia na minha casa. Fiquei satisfeita, principalmente, quando ao explicar que algumas peças, como por exemplo, as roupas de festas já haviam sido usadas, elas não se importaram, também devido ao bom estado de conservação, lembra Maryane.

De acordo com PricewaterhouseCoopers mais de 75% dos brasileiros são influenciados a comprar produtos a partir de anúncios das redes sociais. O marketing digital é responsável por essa parcela de compradores.

E para quem deseja renovar seu guarda-roupa gastando pouco, Maryane realiza a 2ª edição do Bazar das Amigas no dia 12 de janeiro. O evento acontece no quiosque do Residencial Verde Ville, das 10h às 18h.

Acompanhe no Instagram as páginas de Maryane e Isadora.

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