A importância do ômega-3 na menopausa

Segundo a Sociedade Internacional de Menopausa, o climatério representa a transição da vida reprodutiva para a não reprodutiva. Dentro deste período de tempo ocorre a menopausa, que corresponde à última menstruação fisiológica da mulher.

No Brasil, em 2004, mulheres climatéricas com idade entre 45 e 65 anos correspondiam a 17% da população feminina no país. O declínio da atividade folicular ovariana pode caracterizar a síndrome climatérica e os sintomas são ondas de calor; insônia; irritabilidade; parestesias; palpitações; vertigens; fadiga; cefaléia; artralgia e mialgia.

A menopausa é um processo fisiológico caracterizado por alterações hormonais na mulher. Dentre as modificações endócrinas, a queda de estradiol é a mais relevante neste período. Por conta desta condição, muitos sintomas ficam em evidência, já que o estradiol é um importante mediador bioquímico. Como exemplo, esse hormônio é essencial para a produção de serotonina, e a sua redução está associada ao aumento na prevalência de depressão nesta fase da vida.

Uma alternativa para reduzir os sintomas da menopausa é a inclusão de alimentos fontes de Ômega-3 na alimentação. Ele visa reduzir o risco de desfechos cardiovasculares problemas frequentes durante a menopausa, possivelmente pela disfunção endotelial causada pela queda de estrógeno e pelo aumento nos níveis de estrona.

Os ácidos graxos ômegas-3 são sugeridos também para melhorar a integridade celular e reduzir a inflamação sistêmica, potente gatilho para o desenvolvimento de câncer durante esta fase.

O ÔMEGA-3 pode ser encontrado através da suplementação ou fontes de alimentos como:

  • Chia: 28g = 5,0g W-3
  • Linhaça: 20g= 1,6g W-3
  • Salmão: 100g= 1,4g W-3
  • Atum: 100g= 0,5g W-3
  • Nozes: 28g= 2,6g W-3
  • Sardinha: 100g= 3,3g W-3

Portanto,  no momento que a mulher entra no climatério ou até mesmo antes de chegar à fase de transição é de suma importância alguns cuidados. Mudanças no estilo de vida, dieta adequada, prática de atividade física e o uso de terapia hormonal são algumas alternativas para minimizar os efeitos e melhorar a qualidade de vida durante esse período.

Eridiane Barros é nutricionista, consultora em restaurantes de Camaçari, e extensionista com ênfase em pacientes queimados pelo Consultório de Equipe Multidisciplinar da FTC – Salvador.

jornalismo@destaque1.com

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